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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Lula justifica o roubo a banco. Alguma novidade?!


Segue abaixo a matéria de Veja (em azul) e, a seguir, meus comentários.

Créditos: Revista Veja

No melhor estilo socialista neanderthal, a propaganda eleitoral do PT na televisão elegeu os banqueiros como vilões nesta campanha. O ex-presidente Lula levou uma versão desse discurso para um palanque na cidade de Santo André, no ABC paulista, na noite desta quarta-feira. No tom jocoso que às vezes o aproxima do deputado-palhaço Tiririca e o afasta do mínimo de compostura que deveria sempre pautar o comportamento de um ex-presidente da República, Lula deu a entender que roubar um banqueiro não é nada de tão condenável. Disse Lula: "A coisa está tão grave que é pobre roubando pobre. Eu, antigamente, via: ‘Bandido roubou um banco’. Ficava preocupado, mas falava: 'Roubar um banqueiro… O banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta. Afinal de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo. Eu ficava preocupado... Era chato, mas era… Sabe, alguém roubando rico”. A fala do petista só não foi a pior da semana (que ainda não acabou) porque o discurso da presidente-candidata Dilma Rousseff na ONU, equiparando os bárbaros decapitadores do Estado Islâmico (EI) às forças ocidentais que os combatem, ultrapassa todos os limites da infelicidade. Fonte aqui.

"No melhor estilo socialista neanderthal"... Agora vejamos: eu imagino que Lula seja um homem paupérrimo, ou melhor, remediado por ter sido presidente da república. Nem penso que ele voa de jatinho particular ou que seu filho passou de limpador de bosta de elefante para um mega agropecuarista em pouco tempo. Ele certamente guarda seus MILHÕES de reais muito bem guardados nas contas bancárias aqui e acolá. No entanto, para a mente realmente deteriorada do esquerdopata, não existe a palavra contradição exatamente porque sua mente ideologizada congelou no tempo, nas décadas de 60 a 80 mais precisamente quando ele era um pelego de sindicato (porque operário esse homem NUNCA foi). Por fim, você o vê: abraça o crime, corrobora o crime, defende e legitima o crime e quer reeleger sua protegida para a Presidência da República. Mas... bem... isso tudo pode não ter passado de força retórica. Porque o que de fato move o apedeuta não é o ódio aos banqueiros que sempre estiveram ao lado dele enchendo suas burras com notas brasileiras e americanas. O que o move é a sede de poder perpétuo, independente do modo como isso se realize, ainda que seja necessário sujar mais uma vez sua imagem imunda. O que ele tem a perder? Nada. Absolutamente nada. E sabe pq? Pq tem a certeza de que o populacho vai ovacioná-lo, louvá-lo, babá-lo, aplaudi-lo e carrega-lo nas costas como messias e quem vai ligar para essa coisa esdruxula chamada contradição são apenas os babacas brancos da elite brasileira. Gente como você e eu.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Leonardo Boff por suas próprias palavras e por suas próprias atitudes


Esta imagem é emblemática e fala por si mesma. Quem conhece os escritos de Leonardo Boff sabe do que estou falando. Na sua teologia marxista da luta de classes, ele propõe uma luta interna na Igreja, um afrontamento de classes, para fazer emergir uma igreja desfigurada que não mais se reconheceria nem nos termos, nem nos ritos, nem na estrutura (Igreja Carisma e Poder, pág. 119; 127). "À pág. 75 do seu livro "Igreja Carisma e poder" lê-se: na Igreja alguns detêm os meios de produção religiosa e, consequentemente, “detêm o poder, criam e controlam o discurso oficial”. Seriam os membros da hierarquia. Os demais fiéis seriam os meros consumidores de tais bens. L. Boff julga que os detentores dos meios de produção “elaboram a sua correspondente teologia, que vem justificar, reforçar e socializar o seu poder, atribuindo origem divina à forma histórica de seu exercício” (pág. 76)! – Concepções marxistas aí estão subjacentes, desfigurando por completo a imagem da vida e do magistério da Igreja." Fonte aqui.

Ver agora uma foto na qual este senhor dá as mãos àqueles que detém o poder do discurso oficial, detentores dos meios de produção do status quo, é no mínimo curioso e interessante, para não dizer contraditório! Quem imaginaria Leonardo Boff dando as mãos para o Papa? Bem, o Papa é por ele permanentemente execrado como manifestação de seu ódio à Igreja, portanto, isto nunca aconteceria. Mas, quem imaginaria na maior loucura ver Leonardo Boff de mãos dadas com o poder no qual ele cospe? Penso que isso também é algo inédito. No entanto, é a manifestação política de seu pensamento: marxismo, socialismo, luta de classes - ainda que para sustentar esta ideologia tenha que dar as mãos ao poder. Note o leitor que o ex-frei criticou naquela obra supra citada a articulação da Igreja como classe hegemônica nas páginas 172-195 propalando uma existência eclesial pauperista utópica. Assistir uma cena como esta da foto acima é qualquer coisa ou de muito cínico da parte do ex-frei ou de completa falta de lucidez deste senhor já senil.

O ex-frei sacrificou tudo no altar da ideologia: sua vocação, a pertença à grande e nobre Ordem dos Frades Menores, a pertença e o amor à Igreja, o respeito para com a Igreja e sua hierarquia e hoje dá as mãos ao poder estabelecido - ainda que este poder seja o PT.

Porque Leonardo Boff do lado da Dilma? Aqui vale lembrar a conversa de Lula no avião quando falara que ele acedeu ao poder por causa de sua força dentro da Igreja Católica através das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs. FONTE AQUI. O ex-frei é um ícone das CEBs. Logo, o patético velho está sendo manipulado por aqueles que ele idolatra. Sua função naquele palco não tem nada de nobre ou de ideológico, mas, apenas uma função eleitoreira: garantir os votos das CEBs para dona Dilma Rousseff.