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domingo, 15 de setembro de 2013

O que um leigo não pode fazer na missa?


Questão teórica: o que pode, o que não pode e porquê.
 Sacrossanctum Concilium
28. Nas celebrações litúrgicas, seja quem for, ministro ou fiel, exercendo o seu ofício, faça tudo e só aquilo que pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete. 
29. Os que servem ao altar, leitores, comentaristas e componentes do grupo coral exercem também um verdadeiro ministério litúrgico. Desempenhem, portanto, sua função com a piedade sincera e a ordem que convêm a tão grande ministério e que, com razão, o povo de Deus exige deles. Por isso, é necessário que, de acordo com as condições de cada qual, sejam cuidadosamente imbuídos do espírito litúrgico e preparados para executar as suas partes, perfeita e ordenadamente. 
Em nome de uma mal interpretada participação na liturgia, muito se confundiu os papéis. Já vi e vivi coisas de arrepiar. Algumas do tipo: no dia do aniversário de consagração religiosa de uma freira ela tomou a cadeira presidencial e o sacerdote sentou-se no primeiro banco da Igreja. A freira "celebrou a missa" até o ofertório quando então o sacerdote tomou seu lugar junto ao altar para a liturgia Eucarística. Por mais querida que a freira seja, por mais "democrático" que o padre seja, ambos erraram fragorosamente. O lugar da freira e do leigo não é presidindo a assembléia litúrgica. Este lugar cabe ao sacerdote que o faz In Persona Christi Capitis por força do sacramento da Ordem. Não é algo ou uma prerrogativa que o sacerdote concede a si ou da qual possa dispor sem mais. É um sacramento que ele recebe da Igreja para exercê-lo em nome da mesma Igreja. Não é um cargo para que outras pessoas posam ocupá-lo. É um verdadeiro e próprio ministério que na liturgia tem lugar e ofício próprios.

Quando um fiel tenta celebrar a missa (apenas tenta porque quem de fato e de direito a preside é o sacerdote) ele incorre nalguns erros graves:
1º) A ação litúrgica nunca é particular, mas, ação da Igreja e deve ser feita consoante à mesma (Cân. 837);
2º) Cânon 1384: quem exerce ilegitimamente uma função sacerdotal ou outro ministério sagrado pode ser punido com justa pena;
3º) Nunca é lícito simular sacramento por três razões:
     - trata-se sempre de uma mentira grave, pois o objeto que induz a erro é algo importante: um sacramento;
         - constitui certo desprezo para com as coisas sagradas (isto é, um sacrilégio), já que implica uma certa brincadeira com os sacramentos instituídos por Cristo;
      - pode constituir uma falta contra a justiça ou contra a caridade, ao negar-se ao sujeito os meios necessários ou convenientes para a sua vida espiritual. (HORTAL, Jesús. Igreja e Direito: Os sacramentos da Igreja na sua dimensão canônico-pastoral. pág. 35)

O leigo não pode presidir a assembléia. Este é um ofício do Sacerdote. "A celebração da missa é ação do povo de Deus hierarquicamente organizado" (IGMR, n. 16). A mesma Instrução Geral do Missal Romano diz que o Sacerdote tem funções próprias, presidenciais.
Instrução Geral do Missal Romano
30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração colecta, a oração sobre as oblatas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes . Por isso se chamam “orações presidenciais”.
31. Compete igualmente ao sacerdote, enquanto presidente da assembleia reunida, fazer certas admonições previstas no próprio rito. 
32. O carácter «presidencial» destas intervenções exige que elas sejam proferidas em voz alta e clara e escutadas por todos com atenção . Por isso, enquanto o sacerdote as profere, não se hão-de ouvir nenhumas outras orações ou cânticos, nem o toque do órgão ou de outros instrumentos musicais. Pertence ainda ao sacerdote presidente anunciar a palavra de Deus e dar a bênção final. Pode ainda introduzir os fiéis, com brevíssimas palavras: na Missa do dia, após a saudação inicial e antes do rito penitencial; na liturgia da palavra, antes das leituras; na Oração eucarística, antes do Prefácio, mas nunca dentro da própria Oração; finalmente, antes da despedida, ao terminar toda a ação sagrada.
Além das orações presidenciais, ficou claro no texto acima que as BREVES intervenções devem ser do Presidente e não do leigo. Aqui já se descartam os comentários kilométricos que se faz nas missas, explicando o rito ao invés de introduzir a assembléia ao Mistério.
35. As aclamações e as respostas dos fiéis às saudações do sacerdote e às orações constituem aquele grau de participação ativa por parte da assembleia dos fiéis, que se exige em todas as formas de celebração da Missa, para que se exprima claramente e se estimule a ação de toda a comunidade .
36. Há ainda outras partes da celebração, que pertencem igualmente a toda a assembleia convocada e muito contribuem para manifestar e favorecer a participação ativa dos fiéis: são principalmente o ato penitencial, a profissão de fé, a oração universal e a oração dominical.
Claro está que a participação ativa e frutuosa do leigo, da assembléia, não se dá quando estes usurpam o ministério do sacerdote nem quando o sacerdote exerce uma função que não é sua. Não é função do sacerdote tocar o violão ou fazer as respostas. Cada sujeito litúrgico tem sua função determinada na ação litúrgica e como tal o papel do leigo é insubstituível.

Qual o lugar do leigo então?

Em primeiro lugar há que se tirar a compreensão de uma falsa competição por lugar na Igreja. Na Igreja, o ministério é sempre sinal do serviço. Certa feita estava eu numa reunião pastoral e algumas freiras e leigos faziam uma abordagem do sacerdócio como cargo, "algo a que se apegar ciosamente". Esta visão errada está entremeada nalguns setores da Igreja para os quais o lugar do leigo é substituir o sacerdote exatamente com uma falsa compreensão do sacerdócio.

A participação ativa e frutuosa que pede o Concílio é aquela adequatio da mente à coisa, ou seja, do coração e da mente ao mistério Pascal de Cristo celebrado na liturgia. Não se resume a funções. Caso reduzisse esta participação a funções, a liturgia sofreria um empobrecimento irreparável. Um cadeirante, um idoso, um analfabeto, uma criança, uma pessoa de outra nacionalidade e outra língua tem, de fato, pouco "espaço" para fazer coisas na liturgia. Nem por isso participam com menos intensidade do Mistério.  A maioria dos leigos dentro de um templo não faz nenhuma função vistosa na liturgia. Eles permanecem em seus bancos e nem por isso participam menos ou com menor intensidade, com menos santidade ou com menor proveito espiritual da liturgia. Este mito de que "participação" litúrgica é sinônimo de "fazer coisas para todo mundo ver" precisa cair afim de que a verdadeira participação ativa e frutuosa seja promovida.

O leigo não pode fazer as orações presidenciais.
O leigo não pode simular sacramento (celebrar no lugar do padre).
O leigo não pode distribuir a sagrada comunhão, a menos que seja delegado de modo extraordinário para auxiliar o sacerdote a cujo ministério está ordenada esta função.
O leigo não pode apresentar o cálice durante a doxologia (Por Cristo, com Cristo em Cristo..).
O leigo não pode apresentar âmbulas ou hóstias durante a doxologia.
O leigo não pode proclamar o evangelho na missa.
O leigo não pode fazer a homilia.
O leigo não pode rezar o embolismo nem a oração da paz junto com o Padre (Livrai-nos de todos os males... Senhor Jesus Cristo dissestes aos vossos Apóstolos...).
O leigo não pode rezar nenhuma parte da oração Eucarística que é reservada ao sacerdote. A mesma começa no diálogo inicial "O Senhor esteja Convosco. Ele está no meio de nós" e prossegue até o Amém da doxologia (Por Cristo, com Cristo em Cristo...).
O lugar do leigo é na assembléia e não no presbitério. A menos que tal leigo seja o acólito que auxilia o sacerdote junto ao altar.
Os Ministros Extraordinários da Comunhão não são acólitos.
Os acólitos possuem funções próprias. A função do MESC é somente de auxiliar o sacerdote na distribuição da comunhão e, eventualmente, preparar alfaias e vasos sagrados para a missa caso não haja sacristão na Igreja.

Espero ter podido contribuir para uma melhor participação ativa e de fato frutuosa na celebração eucarística.

41 comentários:

  1. Muito bem meu irmão Pe. Luiz Fernando, fiquei a imaginar a veemência com a qual escreveste este belo texto; Grifo:Tempos de formação no seminário, algumas partilhas que o fazia estremecer. srsr abraços!

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  2. Mais uma vez, gostei muito do seu artigo Padre. Parabéns, e que São Pio de Pietrelcina, São João Maria Vianney, São Pio X, São Pedro Julião Eymard, roguem a Deus por ti, e sejam teu escudo na luta pela santificação das almas dos fiéis e dos sacerdotes.


    Tenho uma pergunta: e no caso em que falta o sacerdote, por insuficiência, um leigo pode fazer a "Celebração da Palavra"?? Se sim, como ele deve prosseguir? Perguntei, porque uma vez um padre me pediu para fazer a celebração da palavra junto com um seminarista (CSSR) e eu não sabia como prosseguir, acabei seguindo algumas coisas do Missal (Oração da coleta, e Rito da Comunhão); e provavelmente depois que eu entrar no seminário (no ano que vem, com a graça de Deus), terei que faze-lo por questão de obediência nas paróquias da qual eu for fazer pastoral. Como devo agir?

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    1. Valbercley, a CNBB lançou um documento sobre celebração da Palavra em comunidades a espera de sacerdote. No entanto, o que mais se vê por aí são mini-missas nas quais os MESC rezam quase tudo que é do sacerdote. No entanto isto não é ideal nem adequado. O ideal é preparar uma celebração da palavra de fato e de direito. O que mais se aproxima disso é a liturgia das horas. Quando vc for enviado para fazer celebrações da palavra não faça mini-missa. Celebre a palavra. Inspire-se no rito da liturgia das horas. Salmos, leitura, preces. Não faça "reflexão da palavra". Leia um escrito dos santos padres, por exemplo, que trate do tema da liturgia do dia ou a homilia de algum sacerdote idôneo desses que escrevem na internet. Pode haver um ato penitencial desde que não tenha a absolvição ao final. Se é no domingo pode haver o hino do Glória. Não faça as orações presidenciais (coleta, super oblatas e post communio) nem o santo nem o cordeiro de Deus ou qualquer outra parte da Liturgia Eucarística. Reze o Pai Nosso e distribua a reserva eucarística.

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    2. Pq quase não se vê Padres realizando casamentos, isso agora tornou-se habito, diácono, ou seja que nome for(leigo) geralmente é quem realiza os casamentos. Em minha cidade tem 30 mil habitantes, razoavelmente pequena, tem 1 Pároco e dois vigários mas só rezam mínis missas e nunca realizam casamentos ou missas de corpo presente, tarefa agora dos ditos diáconos. Ps Qdo é alguém importante da cidade então se vê o Padre lá rezando a missa...

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    3. Pq quase não se vê Padres realizando casamentos, isso agora tornou-se habito, diácono, ou seja que nome for(leigo) geralmente é quem realiza os casamentos. Em minha cidade tem 30 mil habitantes, razoavelmente pequena, tem 1 Pároco e dois vigários mas só rezam mínis missas e nunca realizam casamentos ou missas de corpo presente, tarefa agora dos ditos diáconos. Ps Qdo é alguém importante da cidade então se vê o Padre lá rezando a missa...

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  3. Olá,padre,a sua bênção!Muito bom seu artigo.Aqui na Paróquia ,por ocasião do Ano da Fé,tivemos ,na Escola Paroquial,um mini curso sobre o Documento "Sacrossanctum Concilium",ministrado por 3 seminaristas que,há poucos dias inclusive,foram ordenados sacerdotes.Muitas pessoas falam mal do Concílio Vaticano II,(como vi em outras postagens)simplesmente por não conhecerem seu conteúdo.Infelizmente nós,católicos,conhecemos pouco sobre a riqueza de nossa Igreja.Deus nos ajude a buscarmos sempre mais uma fé esclarecida,como o Papa Emérito Bento XVI já nos pedia e uma caridade ardente,como nosso Papa Francisco nos exorta a ter.Deus o abençoe,padre!Adicionei seu blog à lista dos meus favoritos,para poder acessar mais vezes.Abraço fraterno!

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  4. Boas considerações... mas "ter podido" no fim soou muito mal. Gostei de artigo, mas um pouco mais de modalização na escrita ajudaria na leitura.
    Continue...

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    1. Não é correto. A norma litúrgica é que o Evangelho deva ser proclamado pelo Diácono ou, na sua falta, por um presbítero concelebrante ou pelo próprio celebrante. Nunca, porém, por um leigo assim como a homilia nunca deve ser delegada a um leigo.

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  6. Eu sou da diocese de imperatriz ma,e estamos vivendo um momento histórico em nossa diocese, por iniciativa do nosso próprio bispo já estamos no processo de formação da sexta turma de ministro estraordinario da palavra a onde passamos por um processo de formação de dois anos de teologia básica, no ano consecutivo a reinstituição com uma avaliação minuciosa por parte das paróquias se os ministro estão aptos ou não para reinstituição.

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    1. Esta iniciativa do Bispo é excelente e deve ser acompanhada pelos Padres. Que bom ver Bispos preocupados com a liturgia da Igreja. Isso nos alegra muito!

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  7. Pe. Luis, O lugar do leigo é na assembléia e não no presbitério. A menos que tal leigo seja o acólito que auxilia o sacerdote junto ao altar. Existe algum documento que trate disso? Um embasamento ou norma?

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    1. Iury o próprio Missal Romano legisla sobre isso na Instrução Geral.

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  8. Pe. quanto à Liturgia Eucaristica, o Missal, tudo bem. Está claro!
    Mas em outras ocasões?
    P.Ex.: em Novenas, Trezenas, Mês de Maria (sem a presença de um sacerdote ou diácono), um leigo pode ler o Evangelho?
    e como deve se iniciar (com "O Senhor esteja..." ) e encerrar tal leitura?

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    1. Qualquer leigo pode fazer leituras bíblicas em círculos bíblicos, novenas, trezenas, etc. Ele, no entanto, não faz a saudação inicial que o diácono ou sacerdote faz quando proclama o evangelho na liturgia. Quando se trata do evangelho se faz do mesmo modo quando se faz uma leitura de outro texto da escritura. Pode-se começar sem nenhum cabeçalho já iniciando a leitura em si, pode-se começar dizendo "leitura do evangelho de..." sem necessidade de usar o epíteto "Naquele tempo". Ao final também não se diz "palavra da salvação" nem "palavra do Senhor". Este encerramento é próprio da liturgia. Encerra-se sem qualquer saudação ou fórmula especial.

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  10. Quando o ministro da palavra ou da Eucarístia proclama um evangelho ele diz: o Senhor esteja convosco ou conosco?

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    1. Nem uma coisa nem outra. No latim não existe a saudação: "Dominus nobiscum" para ser traduzida por "O Senhor esteja conosco". Caso se usasse esta fórmula seria preferível dizer: O Senhor está no meio de nós, que é uma formulação que já existe no rito da missa. No entanto, na celebração leiga não se usa esta saudação inicial. Lê-se o evangelho como se leria uma das leituras, assim: "Leitura do evangelho de São Lucas". Não se usa o termo "proclamação", não se faz a incisão da cruz no livro e nem nos lábios, não se beija o livro. Ao final não se diz "Palavra da Salvação".

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    2. Muito obrigado pela resposta Padre!

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    3. Complementando a minha resposta anterior que, acho ficou falha, ao final da leitura do Evangelho o ministro leigo pode dizer: Palavra do Senhor, como se faz nas demais leituras.

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  11. Padre Luis Fernando posso comungar mais que uma vez no dia?

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    1. Se você estiver em serviço litúrgico sim, pode comungar até duas vezes no domingo. Fora isso não. Nos dias de semana corrente apenas uma comunhão diária.

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  13. quanto mais eu tento entender a minha igreja mais confuso eu fico estamos igual ao povo de galatas que eram apegados aos ritos antigos e se afastaram do mandamento do amor..nãos e entendem os padres e até mesmo alguns de nossos bispos,uns dizem uma coisas outros outras.aqui n minha paróquia temos dez comunidades e o padre só não da conta de celebrar missas em todas elas então temos ministros da palavra supervisionados pelo padre que orienta a todos como a celebração deve ser conduzida e graças a DEUS nossas igreja a cada dia tem enchido e dando frutos para a igreja com novos ministros,estamos agora com 4 seminarista,varios Acólitos coroinhas

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    1. Bendito seja Deus que tem ouvido as preces de se povo e chamado homens para serem ministros sagrados afim de alimentar seu povo com o pão do céu! Bendita seja sua Paróquia por ter dado tantos frutos para a Igreja! Quanto às normas litúrgicas elas não nos afastam do mandamento do amor, tampouco são ritos antigos. Elas servem de balizas para nosso agir litúrgico. Ao obedecê-las criamos unidade e comunhão e onde há comunhão e unidade há amor, fraternidade, paz e se combate as dissensões.

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  14. Olá padre. Sua benção. Onde moro o padre infelizmente sofre de uma deficiência visual, que acabou retirando-lhe completamente a visão. Ele não consegue ler o Santo Evangelho. E também não há nenhum seminarista ou diácono. E normalmente os ministros extraordinários são mulheres. Neste caso extraordinário, um leigo, fiel e piedoso, conhecedor da Liturgia, poderia ser chamado para ler somente o texto do Santo Evangelho, deixando para o sacerdote a saudação inicial?

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    1. Odilon, o Bispo deveria retirar este padre do ofício de Paróquia entregando-lhe outro ofício na Diocese. Mas, caso isto ocorra o padre pode ouvir de um leigo que leia para ele em voz baixa o texto sagrado e ele o proclama em voz alta para toda a assembleia.

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  15. A sua benção Padre.Estou com uma dúvida,sou do MESC na minha paróquia e gostaria saber se no momento das ofertas,os ministros extraordinários podem preparar o altar para que o Padre consagre as hóstias,pu seja estender o corporal,por sobre ele a pala com a hóstia grande,o cálice com o vinho?Isso é logico com o padre presidindo.Essa dúvida é por causa de um momento em que fui servir com um padre diferente e coloquei o cálice sobre o altar o mesmo padre ficou afastado e eu fiquei perdido pois nunca eu havia feito desta maneira.Ou seja essa é também função do mesc?Se possível me responder em meu e-mail.robtropiano@gmail.com

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  16. Roberto, não é função do Ministro Extraordinário preparar o altar ou purificar os vasos sagrados. Esta função pertence ao diácono ajudado pelo acólito instituído. Na falta do acólito instituído ou do coroinha, o Ministro Extraordinário pode auxiliar o padre na preparação do altar levando até ele o cálice, a âmbula, as alfaias e as galhetas com água e vinho. Porém, quem deve preparar o altar é o padre.

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  17. Padre sua benção e boa noite,gostaria de saber é o que fazer na situação que vou lhe contar agora;sou ministro da palavra de Deus em minha paróquia, e ao celebrar a palavra, nós ministros porque somos 12,e a nossa paróquia é muito extensa,nós fazemos uma celebração padrão em todas as nossas comunidades,é claro que cada um tem sua dinâmica, mas o que eu quero dizer é o seguinte: nós dizemos o senhor esteja conosco, palavra da salvação,reza a bênção após o ato penitencial,e tmb rezamos o embolismo após o pai nosso, porque tudo isto aprendemos no curso promovido pelo nosso vicariato e a escola diaconal de nossa diocese. É agora eu lhe pergunto,o que fazer nessa situação? Devemos aprender de novo como celebrar a santa palavra de Deus?

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    1. Olá Elias. Deus abençoe sua Diocese. Elias, a melhor coisa a se fazer é os ministros extraordinários da Palavra promoverem as vocações sacerdotais na Diocese. A palavra "vocação" precisa ecoar na Diocese toda. Em toda celebração deve-se rezar pelas vocações, pedindo "a messe é grande e os operários são poucos. Enviai, Senhor, mais operários para a vossa messe". Assim, em pouco tempo vcs terão padres para todas as Paróquias e os leigos poderão, então, ocupar o seu lugar nos demais ministérios da comunidade. Sobre sua pergunta, considero importante dizer o seguinte: A saudação "o Senhor esteja conosco" é uma adaptação abrasileirada da saudação: "Dominus vobiscum", ou "o Senhor esteja convosco". O rito da santa Missa não é o mais adequado para adaptar uma celebração da Palavra exatamente pelo fato de que sua estrutura é pensada em duas partes conexas. A liturgia eucarística não prescinde da liturgia da palavra e a liturgia da palavra leva à liturgia eucarística. Para fugir a este quid pro quo, sugiro usarem a liturgia das horas, seja de manhã com as Laudes ou à tarde com as Vésperas. Rezem o Ofício e, ao final, distribui-se a comunhão aos presentes. Nada muito difícil de se aprender e, por outro lado, uma liturgia que pode ser presidida por um leigo sem maiores problemas. Quanto ao resto, sugiro que siga a orientação da sua Diocese. Apenas saliento que rezar o embolismo e a oração da paz após o Pai-Nosso não é correto na celebração da Palavra. Deveria-se apenas rezar o Pai-Nosso, fazer genuflexão diante da âmbula, apresentar a hóstia consagrada e dizer: "eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" com sua respectiva resposta.

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  18. Boa tarde padre! Gostei muito de sua resposta,valeu mesmo,fique com Deus e um forte abraço!!

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  19. Deus o abençoe Padre Luis, há alguns meses procuro elucidar como fazer a leitura bíblica em nossas reuniões do ECC. Agora conseguimos uma orientação segura.

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  20. http://www.reginaldoperes.com/news/celebra%C3%A7%C3%A3o-da-palavra-por-ministro-leigo/

    https://pt.scribd.com/doc/52404993/Roteiro-para-Celebracao-da-Palavra-por-Ministros-Extraordinarios-da-Comunhao-Eucaristica

    Caro Padre Luis Fernando, sua bênção.
    Então, sou catequista, já fui convidado a ser ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, porém na época do convite não aceitei. Agora, com o que dizes, tenho a plena convicção de não aceitar jamais.
    Pra resumir, os sites que coloquei é o que acontece nos domingos durante a celebração da palavra.
    Por ventura teria como o senhor resumidamente em tópicos descrever como seria o proceder do ministro extraordinário durante a celebração da palavra?

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  21. Farei esse texto sim Alex e vou postar no blog. Obrigado pela dica.

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    1. Obrigado Padre Luis Fernando. Aguardarei agradecido.

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  22. Olá Padre Luis Fernando
    Na Paróquia onde participo o Padre está presente na missa, porém não distribuiu a Eucaristia. Deixa o Ministro responsável por isso. Particularmente não concordo. Isto é correto?

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  23. Boa tarde P.Luís
    O Sacerdote,durante a celebração,responde/reza todas as orações com a assembleia?
    Se não, quais as que reza com a assembleia?
    Bem haja e obrigada.

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  24. Boa tarde, sua benção Padre, aqui na minha paróquia,não temos ministros da palavra. Quem faz as leituras são pessoas da própria comunidade, eu mesmo faço sempre, a gente entra junto com padre em prossição litúrgica e fica no presbitério sentados, mas porém eu sou separado da minha primeira esposa, e vivo uma segunda união com outra mulher, já 13 anos. vivemos dentro da igreja Sou coordenador da comunidade do meu bairro e o padre não me descrimina por isso. gostaria de saber se isso é certo ou errado? mas eu não tomo a comunhão, comungo somente espiritualmente.

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  25. Boa noite Padre!
    Estou no serviço de Ministro da palavra em minha Paróquia, gostaria de tirar a dúvida, é permitido ao ministro que conduzirá uma Celebração, no início, beijar o Altar como os Padres e Diácono fazem?

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