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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A mentira por trás do politicamente correto

Paulo Paim, o nacional-socialista afro

Vivo numa terra onde a mestiçagem é regra. A maioria das pessoas é parda, meio-termo e é muito pequeno o número de pessoas brancas ou negras visíveis na paisagem. Belém do Pará tem dessas características. Todavia, ninguém estranha essa condição. Ser branco, negro ou mestiço é um estado tão natural e comum de nossa convivência, que qualquer distinção nos soa absurda. Essa regra existe em todo o Brasil. Mesmo em lugares onde a colonização europeia é mais acentuada, sempre há uma mistura dos “gringos” com os nativos da terra. Sempre há uma loira dos olhos azuis quebrando as regras comunitárias de suas origens migrantes para se misturar com o homem escuro da região. A recíproca é verdadeira com o homem branco e a mulher negra, índia e parda.

 Aliás, essa regra genuinamente brasileira se reflete na própria ciência. Em uma pesquisa feita pelo geneticista Sérgio Pena, descobriu-se que mulheres negras, como a atleta Dayane dos Santos, tinham uma porcentagem maior de genes europeus do que de africanos. Ou seja, a jovem tinha um número maior de ascendentes europeus do que de ascendentes africanos ou indígenas. A mocinha chegou até a responder: “Tem primo loiro, ruivo, negro. É tudo misturado. É igual ao Brasil, ninguém é puro de nenhum lugar, é uma mistura de raças”.

 Outro indivíduo que tem mais raízes europeias do que africanas é o músico Neguinho da Beija-Flor. Mais de 60% dos seus genes são europeus, contra apenas 31% de genes africanos. Para os padrões racistas, ele seria um verdadeiro ariano, se não fosse por um mero detalhe que está no explícito no seu apelido: é fisicamente negro. O geneticista Sérgio Pena apenas chegou a uma conclusão, que era óbvia para a maioria da população brasileira: a de que a miscigenação no Brasil é tão intensa, que é quase impossível fazer qualquer tipo de distinção racial. Ou melhor, o conceito até então em voga de raça,  atribuído à cor da pele, simplesmente não existe. É um mito ideológico, não uma perspectiva científica ou real.

 Contudo, o governo brasileiro oficializou uma ideologia que remonta às visões ultrapassadas do conceito de raça do século XIX. Está “nazificando” a sociedade brasileira, só que por sinais trocados. Ou quem sabe, por cores trocadas. Antes, era o racismo dos brancos, dos europeus e seus descendentes contra o gênero humano. Agora, os militantes negros e afros entram em cena, com sua ideologia totalitária e racista inversa. Hitler ficaria satisfeito se fosse atualmente negro.

 O senado acaba de aprovar cotas de escolas públicas e para negros na ordem de 50% das vagas em universidades. Se não bastasse o STF nos transformar num país birracial e judicialmente racista, idealizando a segregação entre brancos e negros em nome da “justiça”, o Congresso Nacional dá o incremento político e legal à nazificação da população brasileira. Isso porque, dentro dessa birracialidade, ignorou-se a existência dos mestiços e dos indígenas.

 Espantosa foi a declaração do senador petista Paulo Paim, um dos maiores entusiastas do projeto. Ao inventar uma realidade paralela, culpa os discriminados de racistas. E solta a seguinte pérola: “É uma reparação de anos e anos de exclusão racial e social. Não é justo que o preto e pobre trabalhe de dia para pagar a universidade e estudar à noite enquanto o branco descansa o dia todo". Ainda acrescenta: “a minoria que é contra o projeto infelizmente tem o poder e é bem articulada”.


 A lógica é assustadora e bizarra: se, por hipótese, um branco descansasse e um negro trabalhasse o dia inteiro, qual a correlação entre um descansar e outro trabalhar? Qual o senso de injustiça se um supostamente é preguiçoso e outro trabalhador? E se fosse o inverso? Os brancos seriam acusados de roubar os empregos dos negros? Puro non sequitur. A estrutura do pensamento é mentirosa na essência. A maioria dos brancos brasileiros, ao contrário da concepção preconceituosa e estúpida do senador, não é preguiçosa ou vagabunda. Trabalha, estuda e cria conhecimento. Ou melhor, não seria mais ousado dizer que foram os europeus e seus descendentes que fundaram a nação que se chama Brasil, com seus postulados civilizacionais, institucionais, éticos, morais e intelectuais? Convém dizer que os ditos idólatras da raça negra nem podem afirmar que os brancos não faziam nada ou eram escravocratas: uma boa parte, senão a grande maioria dos brancos atuais do Brasil, é descendente de imigrantes europeus do final do século XIX e início do século XX. Vieram para o Brasil, justamente para substituir a mão-de-obra ex-escrava africana, que ora foi dispensada, ora abandonou os grilhões das fazendas do país. Mesmo que afirmássemos que os brancos escravizaram, falta recordar aos bons arautos fascistas da raça negra, o mero fato de que uma boa parte de comerciantes e proprietários de escravos no Brasil era negra e mulata. Ou mais, os traficantes que vendiam escravos na África também eram negros. Sem essa intensa colaboração africana, os negros não povoariam a América como cativos e não chorariam as dores de sua triste condição. Serão os escravistas afros preguiçosos também?

 Se analisarmos a democracia, os direitos humanos, as ciências, as artes, a filosofia, a religião, a moral, os costumes e a própria cultura civilizacional, pode-se dizer que os brancos deste país fizeram praticamente tudo que os negros e índios não fizeram. Por que os brancos seriam tão culpados, se realizaram a abolição que a África, suposta vítima da escravidão, nunca fez? Foi pelo fato de o Brasil pertencer à civilização cristã e ocidental é que o escravismo sumiu sem deixar saudades. E o país extinguiu a escravidão, influenciado pelos brancos “preguiçosos” da Europa, que compadecidos das condições horríveis por que passavam os africanos, pressionaram mundialmente pelo fim do infame tráfico e vergonhosa prática de subjugar seres humanos.

Não pretendo aqui desmerecer a influência africana e indígena no país, que teve sua marca, seja nos hábitos do povo e na formação étnica do país. Porém, é inegável a predominância da influência européia nos destinos do Brasil. Somos uma extensão do Velho Mundo, mesclada com outros povos. E sua influência foi benéfica não só para os brancos, como para todos os cidadãos brasileiros.

 Todavia, no imaginário rançoso dos movimentos negros, os “brancos” (ou seja, qualquer pessoa que não tenha uma pele escura como a africana) são sempre criaturas opressoras, escravocratas, ainda que a grande maioria jamais tenha escravizado ou cometido injustiças a alguém. Forja-se uma mentira de uma injustiça social hipotética dos brancos ou de pessoas de pele clara, para justificar as arbitrariedades legais e reais das pessoas de pele negra.

Eu não me delongaria tanto aqui com as estatísticas maquiadas do movimento negro para “provar” que o Brasil é uma verdadeira África americana ou um Haiti melhorado. Basta sair pelas ruas do Brasil para perceber que não somos totalmente africanos. Com exceção da Bahia, do Rio de Janeiro, do Maranhão e de algumas outras localidades particulares, o número de negros é pouco visível na paisagem. Entretanto, o movimento negro infla os dados, manipulando os critérios de identificação e falsificando-os. Como a tal “negritude” é apenas um critério subjetivo de autonomeação, qualquer pessoa pode se passar por pessoa "afro", pelo simples fato de angariar algum tipo de privilégio dado pelo Estado, aos agrados da ideologia do arianismo negro.

 Um exemplo fático disso foi o que ocorreu na UNB, Universidade de Brasília. Ao abrir vagas para “afrodescendentes” nos vestibulares, várias pessoas brancas, loiras de olhos azuis foram exigir cotas, embasadas num critério difícil de negar: tinham pais, avós e bisavós negros, tal qual a maioria dos brasileiros de cor branca. Como isso não foi suficiente, os arautos do fascismo racial criaram uma comissão universitária especializada em analisar os caracteres físicos dos candidatos negros. Aqueles candidatos que tinham pele escura, lábios grossos e narizes chatos, seriam considerados “negros”, enquanto aqueles outros que apresentassem alguns traços parecidos com os europeus seriam excluídos das cotas. Ou seja, os gauleiters das ações afirmativas ressuscitaram os elementos pseudocientíficos mais odiosos da Alemanha nazista, só que em sua versão africana.

 Paulo Paim mente na sua segunda frase, ao afirmar que os anti-cotistas são uma minoria elitista poderosa, malvada, opressora, contra uma maioria que aprova as cotas. É possível que ele acredite nas próprias mentiras ou só finja acreditar. O senador deve supor mesmo que a maioria da população é negra e odeia brancos. Ou que os brancos odeiam os negros, tal como no apartheid da África do Sul. Ou que existe uma situação escravista de opressão de raças no Brasil mestiço. Porém, não há um só movimento organizado contra o sistema de cotas. Já o movimento negro tem o apoio da grande imprensa, das universidades, do governo federal, do judiciário e de ongs americanas poderosíssimas, como a Fundação Ford, que jorram dinheiro a rodo, para espalhar a idolatria e o ódio coletivo da raça. Paulo Paim é o verdadeiro poder, o verdadeiro preguiçoso, só que das mamatas de Brasília. E finge não cumprir seu papel de elite, justamente para querer demonizar aqueles que divergem dele.

 É normal que um comunista sectário, com viés nacional-socialista afro, queira ver poderes sobrenaturais em inimigos imaginários, quando é uma figura privilegiada dos poderosos. Os nazistas viam nos judeus uma ameaça mundial, ainda que matassem milhões de inocentes. O Sr. Paim sofre da mesma e delirante doença, ao culpar as vítimas do seu próprio racismo. É a patologia do pensamento revolucionário, que distorce a realidade pela mentira e projeta a fantasia esquizofrênica da ideologia, para a racionalização da estupidez, do ódio e da baixeza moral.

Publicado com a autorização do autor.
Original em: http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2012/08/paulo-paim-o-nacional-socialista-afro.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

CARDEAL KURT KOCH AVALIA O VATICANO II

ROMA, segunda-feira, 6 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Para tentar entender a importância e a oportunidade do Concílio Vaticano II, o cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, conversou com a agência Apic-Kipa, em entrevista reproduzida pelo L'Osservatore Romano neste último 3 de agosto.

Sobre as pessoas que afirmam que o concílio foi um erro, o cardeal observa: "A noção de que um concílio também pode incorrer no erro se enraíza em Martinho Lutero. Considerando só isto, os tradicionalistas deveriam se perguntar onde é que eles se posiconam de fato".

A respeito das críticas de quem contrapõe o Concílio de Trento ao Vaticano II, o presidente do Pontifício Conselho afirma que "o Vaticano II adotou quatro constituições, nove decretos e três declarações. Em termos puramente formais, podemos ver a diferença entre esses três gêneros. Então já surge um problema quando se considera que o Concílio de Trento (1545-1563) só publicou decretos, mas nenhuma constituição". E complementa: "Ninguém afirmaria que o Concílio de Trento foi de um nível inferior. Portanto, do ponto de vista meramente formal, podemos encontrar diferenças, mas não podemos realmente aceitar diferenças no caráter do conteúdo desses documentos".

Quanto às críticas em relação ao ecumenismo, o cardeal Koch salienta que "não é um tema secundário, mas central no concílio, como já lembrou João Paulo II. É por isso que hoje ele tem que ser um tema central na Igreja".

Ainda neste sentido, Koch enfatiza que o decreto conciliar sobre o ecumenismo, a Unitatis Redintegratio, baseia os seus princípios na constituição dogmática sobre a Igreja, a Lumen Gentium. "Paulo VI ressatou firmemente, na época da promulgação deste decreto, que ele interpreta e explica a constituição dogmática sobre a Igreja". O cardeal reitera também, no contexto ecumênico, que "a declaração conciliar Nossa Aetate, sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs, em especial com o judaísmo, igualmente se fundamenta na constituição dogmática sobre a Igreja".

Koch termina a entrevista anunciando que, para 2017, aniversário de quinhentos anos da Reforma, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos está preparando um comunicado conjunto com a Federação Luterana Mundial.
 
Trad.ZENIT