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sexta-feira, 20 de abril de 2012


Diocese de Itumbiara
Encontro Vocacional Diocesano
21 e 22 de Abril 2012


Programa

Sábado
15:00 – Chegada
15:30 – Oração de abertura: Lectio Divina (Ir. Eleuza)
16:00 – Lanche
16:30 – Meditação: O que é vocação? (Pe Luis Fernando)
17:15 – O que é o acompanhamento vocacional? Processos do itinerário vocacional na Diocese. (Pe. Luis Fernando)
18:00 – Banho
19:00 – Jantar
20:00 – Quem sou eu? A vida do homem diante de Deus e do mundo. (Sem. Carlos Henrique)
21:00 – Trabalho em grupos
22:00 – Adoração noturna
22:45 – Descanso

Domingo
07:00 – Levantar
08:00 – Café
08:20 – Santo Terço
09:00 – Missa na Igreja
10:30 – As motivações vocacionais (Pe Luis Fernando)
11:15 – Avaliação do encontro, fichas e cadastros
12:00 – Almoço e encerramento

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Um precedente perigoso: Anencefalia e Eutanásia justificadas

Acompanhei hoje com vivo interesse o que pude acerca do julgamendo no STF da Matéria que versa sobre a descriminalização da mulher para o que foi chamado de "antecipação terapêutica do parto", ou como comumente chamamos, o aborto de fetos ou bebês anencéfalos. Constitui um anencéfalo um feto ou bebê com ausência total ou parcial do córtex cerebral.

O que me preocupou e me deixou ainda mais taciturno quanto a este assunto é que ele foi abordado pelos dois Ministros do Supremo a quem assisti - Ministro Marco Aurélio Melo e Ministro Luiz Fux - a partir do seguinte prisma:
"O anencéfalo é um natimorto. O batimento cardíaco e a respiração não mudam esta condição" (Marco Aurélio de Melo). Coadunando o que disse o Sr. Ministro Marco Aurélio, o Sr. Ministro Luiz Fux afirmou às 16:26, citando um outro jurista, que se justifica a interrupção da gestação de um feto ou bebê anencéfalo pelo fato de que sua condição atual não proporciona expectativa de vida e  mais, que acarreta sofrimento demasiado e desnecessário.

Isto posto, trago uma breve reflexão. Se os Magistrados do Supremo Tribunal Federal usam estes argumentos para afirmarem que uma mulher pode recorrer ao aborto de um feto anencefálico em virtude de o mesmo - no entendimento dos Srs. Magistrados - não ter nenhuma expectativa de vida extra uterina, logo, a aprovação da eutanásia se coloca a um passo. A eutanásia é justificada com argumentos parecidos: se uma pessoa está vegetando, sofrendo "inutilmente" (conforme a visão pragmatista e materialista da vida), logo, ela não precisa sofrer e a eutanásia se posta então como um conforto seguro e antecipado para aquela pessoa que já tem a morte como certeira. Gostaria de ouvir (ler!) a opnião de vocês sobre este assunto da correlação aborto - eutanásia. A mim pareceu que a aprovação do aborto de anencéfalos nos abrirá a porta para a eutanásia e a seguir, o aborto de fetos perfeitamente normais para encaixar no que o Ministro Marco Aurélio de Melo denominou como "direito da saúde reprodutiva da mulher".