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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Milagres, prodígios e a ineficiência Evangélica para respondê-los


Um companheiro da internet me enviou uma página para eu ler. Era uma discussão no orkut. Link aqui. Este meu amigo e um outro jovem discutiram sobre alguns aspectos da doutrina católica e, ao que parece, da doutrina evangélica. Eu postei aqui algumas perguntas do interlocutor evangélico e as respondi de modo simplório até. Mas só por estas perguntas dá para se perceber o quanto eivados de erros estão os evangélicos brasileiros hoje. Boa leitura.

- O Pai tem tudo sobre controle, nada sai da vontade dEle, se ele quiser Ele pode fazer com que todos creiam nEle.
Sim, o Pai tudo tem sob seu controle, porém, deu ao homem o livre-arbítrio de não escolhê-lo. Deste modo, ele não pode forçar ninguém a crer nele. Deus Pai que se revela na plenitude em Cristo Jesus não forçaria o homem a escolhê-lo, ainda que isso significasse a salvação humana, pois, a salvação é proposta por Deus para ser acolhida pelo homem. Há nisto um sensível diálogo de liberdades: a de Deus e a do homem. Tanto quanto o homem não pode obrigar Deus, Deus não quer obrigar o homem, mas, o atrai a fim de que o próprio homem o aceite de modo livre e consciente. O elemento racional na constituição do ser humano dá ao homem a capacidade de escolher Deus livremente e não por coação, seja ela de que natureza for.

- No que se refere a Cristo, sua vontade está sendo frustrada pela humanidade que não crê nele e ele quer que todos creiam nele.
A vontade de Cristo nunca será frustrada, uma vez que Ele é o Kyrios, o Senhor da História. O desconhecimento da coesão das escrituras que possuem os evangélicos faz-lhes desconectar os livros da Sagrada Escritura ora hiperbolizando um, ora esquecendo outro. Jesus é o Kyrios, título concedido somente ao Pai no Antigo Testamento e nele serão feitas novas todas as coisas, portanto, nada será frustrado ou perdido no Plano de Salvação do Pai e que o Filho realiza. Segundo o Apocalipse de São João e o Salmo 2, tudo será recaptulado e restaurado no Cristo que submeterá todas a coisas ao Pai e no fim, o Pai glorificará a obra do Filho submetendo a ele os seus inimigos. Portanto, no arco da história - da criação à parusia - nada se perderá, conforme a Palavra de Jesus que disse: "Não perdi nenhum daqueles que me destes" (Jo 18,9).

- O Pai permite que o homem seja tentado por Satanás
Sim, mas esta tentação não é absoluta. É só tentação e não obrigação de praticar o mal. Como bem disse o jovem Allan naquela conversa, ninguém está obrigado a pecar e só o peca de modo consciente e livre. A tentação pode ser vencida com oração, confissão e a Eucaristia.

- O Filho quer dar livramento para o homem e tira-lo do sofrimento o tempo inteiro.
O homem sofre e este é um dado factível. Aqui o Evangélico tem um paradoxo: Se Cristo quer dar o "livramento" do mal e não o faz, não é bom porque se fosse bom o daria (veja esta fala do interlocutor evangélico: Deus poderia ter eliminado o pecado de Adão e Eva já desde o inicio. Deus previu que iriam pecar, poderia ter criado eles de outra forma. Deus poderia tirar a possibilidade de nascermos com doenças...). Se quer dar (o livramento) e não o pode, não é Onipotente e, portanto, não é Deus. Se pode dar e não o quer, é sádico e seu prazer está no sofrimento humano, razão pela qual os ateus chamam os cristãos de os mais sádicos entre os religiosos do mundo, pois, um Deus quis ver seu Filho sofrer na cruz (tese ateísta!). Como resolver? O Evangélico resolve assim: Cristo quer dar o "livramento" o tempo inteiro, ou seja, fica na torcida e na expectativa de que nos livremos do mal e de vez em quando faz um milagre para dar suas caras no mundo e provar que ele pode tudo! O Católico resolve assim: Jesus já nos livrou do Mal, o Mal da não-salvação quando nos salvou, a priori, na cruz. No entanto, sua salvação contará, a posteriori, com a concorrência da força e vontade humanas (cf. Fl 2,12) como disse Santo Agostinho na célebre frase: "Deus nos cria sem nós mas, não nos salva sem nós." Ou noutra frase: "A graça supõe a natureza". Assim, o mal que existe no mundo não é decorrente da falta de vontade de Jesus (ou do Pai) em eliminá-lo. O mal tem três raízes: 1) a natureza humana corrompida pelo pecado e por isso mesmo tendente ao pecado e à concupscência; 2) a própria limitação do ser criado por Deus que, por definição, não é Deus. Ou seja, Deus não criou algo igual a si, mas, diferente. O ser humano é perfeito naquilo que é, ou seja, perfeito como ser humano, como criatura, não como Deus. Mesmo a perfeição humana comporta - em relação a Deus - certo grau de imperfeição justamente por não ser Deus. Logo, todo o criado é imperfeito em relação a Deus e perfeito em relação a si mesmo; 3) Por fim, a última raiz do mal é a rebelião contra a vontade de Deus na qual tomaram parte os anjos decaídos antes da criação do mundo. Tais anjos decaídos, conhecidos como demônios, em tudo odeiam o Criador e trabalham contra sua vontade, disseminando assim a maldade em suas ações que são livres e conscientes como as humanas. (Embora sejam limitados por Deus em suas ações que não os permite causar maior dano ao ser humano).

- O Pai quer condenar todos os injustos, mas tem poder de fazer qualquer um se tornar justo fazendo milagres, prodigios, etc, etc, etc.
"Deus não tem prazer na morte do ímpio. Mas, quer que se converta e viva" (Ez 33,11). Deus não quer condenar os injustos. Os injustos se condenam a si mesmos por suas próprias más ações (cf. Mt 25,31-46). Aqui vou enfrentar a questão dos milagres. A tese é que Deus tem poder de fazer qualquer um se tornar justo (justificado) fazendo milagres. Nem aludo aqui à teologia da justificação pela fé e pelas obras na qual, aliás, nada entra de milagres pois que a fé é um dom sobrenatural e as obras são consequência da fé (visto que obras sem fé são mortas, as obras do cristão para terem mérito salvífico devem ser alicerçadas na fé, portanto, partem da fé e como atitude de fé se vertebram). Quero apenas tocar no motor da justificação: o milagre. A mesma pessoa (evangélica, por certo) que postou estas teses, também disse que a Eucaristia não é um milagre. Milagre, prodígios, para esta pessoa, é outra coisa. Veja: (Seu conceito de milagre não é mesmo que o meu, milagre é algo sobrenatural, como por exemplo fazer anjos aparecerem e começarem a pregar o evangelho (Deus pode fazer isso se quiser)). Milagre, nesta compreensão, é o que pode ser materialmente constatável. Esta pessoa, inclusive, coloca os milagres constatáveis (certamente que alude às curas, exorcismos, e outros "milagres" produzidos no meio evangélico) como provas da benevolência, justiça e misericórida de Deus. Qual o erro evangélico na propagação desta compreensão dos milagres? Das curas instantâneas? Primeiro: Deus não precisa fazer milagres pessoais para provar que é bom, justo e misericordioso. Aquilo que Ele é (cf. 1Jo 4,8); a encarnação do Verbo e os grandes sinais na História do povo eleito e da Igreja atestam inequivocamente tais atributos Divinos. Não precisamos mais provas! A fé, diz a carta aos Hebreus, é a certeza daquilo que não se vê. Ainda na relação visão/fé, diz Jesus a Tomé: "Felizes os que creram sem terem visto" (cf. Hb 11,1; Jo 20,29). A necessidade da constatação do milagre para que se produza a fé é já em si o desastre da própria fé! Este tipo de fé de "São Tomé", dos que precisam de milagres e prodígios para crer, é a ponte para o ateísmo. O ateísmo marxista acusou o cristianismo de ser o ópio do povo. Friederich Nietzsche afirmou a morte de Deus numa sociedade marcada fortemente pela fé nos elementos visíveis da mesma. O meio evangélico, sugado pelo buraco negro da necessidade hedonista do tempo presente, procura reproduzir uma religião alicerçada na "prova material, quase científica, paupável," da existência de Deus e seus atributos divinos. Porém, quando isto é frustrado a pessoa se vê perdida, sem seu alicerce. Aconteceu um caso assim. Certa mulher achou-se enferma com câncer. Seu pai, fervoroso adepto da Igreja Mundial do Poder de Deus, insistia com a filha que ela deveria ir ao culto de milagres do Pastor Waldomiro para receber a toalhinha ungida e com isso, ser curada do câncer. A filha não cedeu à pressão do pai e continuou em sua fidelidade à Igreja Católica. Por fim, faleceu do câncer que padecera. Seu pai desconsolado, quis quebrar a imagenzinha de Nossa Senhora das Graças na casa da filha quando lá chegou e encontrou mulheres católicas rezando o terço por alma dela. Sua queixa era: se ela tivesse ido à Igreja Mundial do Poder de Deus e recebido a toalhinha ungida, ela teria sido curada e não teria morrido! Bom, Deus se tornou mal por ter permitido esta morte? Deus realiza milagres só na Mundial do Poder de Deus? A doença, a morte, não são vencidas pelo Cristo na Cruz, o Cordeiro Imolado e Vencedor (cf. Ap 21,3-5)? O que este pai não sabe é que até a doença pode ser uma providência de Deus para abreviar o tempo de purgatório da pessoa, ou para a conversão da família, etc. Deus é Bom e sua bondade dura eternamente, como diz o salmo (cf. Sl 52,1), não obstante as limitações da própria natureza humana. Por isso duvidar da bondade de Deus em virtude de uma morte, por exemplo, é duvidar do poder do próprio Deus. É a apostasia! "Eu sou a ressurreição e a vida, diz Jesus. Quem crê em mim, mesmo que morra viverá" (cf. Jo 11,25). O histerismo evangélico pelas provas materiais da existência de Deus e seus atributos está, de fato, transformando a fé evangélica em ópio e matando o verdadeiro Deus no coração das pessoas, abrindo espaço para o ateísmo vazio. Pois, as perguntas continuam. O que não cabe é a resposta materialista/mecanicista do Deus que é mais um banqueiro do que Pai. O jovem que postou estas questões na internet ainda afirma que Deus pode fazer muito mais do que faz e não o faz porque não quer! Veja o absurdo a que está chegando o meio evangélico! Deus é suma perfeição, sumo Bem. Deus não tem pra onde melhorar, nem como melhorar. Como bem explicou um rapaz que com ele debateu, Deus é puro ato. Nele não há potência para mais bem porque o Ele já é o Bem em si mesmo, já existe na completude. Aqui volta o paradoxo do evangélico: então, se Deus é bom e não faz o milagre é porque não quer. Se não quer é sádico. Se não pode, não é Deus, etc... Como o cachorro correndo atrás do rabo não vão encontrar a resposta nunca, pois, a resposta está na teologia católica e esta é vista como o diabo encarnardo pelos evangélicos.

- O Filho quer salvar todos os injustos, mas não pode salvar todos, pois em muitos lugares muitos nem ouviram falar de Jesus ainda embora Jesus queira.
Segundo a doutrina Católica, para todos os que sabem da existência de Jesus Cristo a Igreja Católica ;e ncessária para a sua salvação e não se salvam sem ela. A Declaração Dominus Iesus e a Constituição Dogmática Dei Verbum deixam isto muito claro e ainda esclarecem que aqueles que não conheceram Deus, nem Jesus Cristo, podem encontrar a salvação seguindo os ditames da reta consciência no que concerne à Verdade, ao Bem e à Justiça. Logo, todos tem a possibilidade de chegar à salvação. Tal é a proposta de Deus. Só não se salva quem não quer.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sobre estudantes, vagabundos, certo e errado...


Antigamente, vagabundo era tratado a bordoada pela polícia. Pai e mãe diziam aos filhos que usar drogas era ERRADO. A Polícia tinha o respeito da população para salvaguardar os direitos de todos. Antigamente, o ERRADO tinha vergonha de seus erros e buscava corrigí-los. Hoje, vagabundo ocupa reitoria da USP porque seus outros vagabundos companheiros foram flagrados fumando maconha (DROGA) no Campus. Vagabundo, maconheiro, está errado e não se envergonha. Pai e mãe nem podem falar nada porque hoje, a moda, é que o ERRADO está CERTO e o Certo está Errado. Hoje a Polícia é desrespeitada e o vagabundo posa de herói. Antigamente, macho era o caboclo que suava sob o sol com a enxada nas mãos, calejando, buscando o sustento de sua família. Hoje, macho é o vagabundo maconheiro que enfrenta a Polícia.

Há poucos dias nossa bela cidade de Itumbiara sediou um encontro de estudantes de Medicina de várias partes do País. A primeira coisa que todos nos perguntamos foi: porque esse encontro aconteceria aqui se em Itumbiara não tem o curso de Medicina? A resposta veio a jato: Porque querem trazê-lo! A priori gostamos da idéia. A posteriori, odiamo-la. A julgar pelos estudantes da INTERMED que aqui estiveram, iremos ter nos próximos anos: vândalos, voyeurs, sadomasoquistas, beberrões, entre outras categorias menos publicáveis, menos Médicos. Certamente usam o fato de serem jovens para justificar a podridão de suas ações, sua falta de caráter, de ombridade, de respeito pelo bem público e pela cultura de uma cidadezinha do interior de Goiás. É claro que em Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Brasília, entre outras cidades, só estudam pessoas altamente civilizadas que nunca poderiam ser equiparadas aos caipiras de Itumbiara. Certo? Errado! Os caipiras de Itumbiara somos muito mais civilizados que essa manada que aqui veio.

É... os tempos estão realmente mudados! O errado virou certo e o certo virou errado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Para-Liturgia

No link do 4shared eu coloquei um arquivo em Power Point sobre como enriquecer nossas liturgias com detalhes simples como um Lucernário, túnicas, gestos.

Link aqui.