Resolvi escrever aqui as crônicas de coisas que me acontecem. Algumas parecem anedota. No entanto, garanto, são todas verídicas. Vou começar...
Os banheiros da Universal
Ha cerca de três anos atrás fui tomar um café na casa de uma distinta senhora. Lá chegando com meu amigo Edson, hoje Padre Edson, fomos muitíssimo bem-recebidos. A casa era muito bonita, bem decorada, sinal de que ali morava uma família abastada. Antes do café, fomos para a varanda comer castanhas e sei-lá-mais-o-quê, coisa de gente chique. Então a senhora, empolgada com a visita dos seminaristas, colocou-se a comentar sobre os lugares "maravilhosos" que ela mesma tinha visitado. Os vários lugares fora do Brasil e, por incrível que possa lhe parecer, os banheiros da Igreja Universal do Reino de Deus de uma grande cidade brasileira. "Aquilo é de desentender", dizia a senhora. Logo ela foi elogiando o mármore das paredes, as torneiras que eram assim, os sanitários que eram assado, o piso que era num sei de que jeito... rsrrssss... eu já não me aguentava em mim de tanta vontade de rir com o deslumbramento daquela senhora com um simples mictório. Urinar naquele espaço, segundo o que ela relatou era uma experiência "maravilhosa". Bom, acho que urinar é bom em qualquer banheiro. Urinóis à parte, certo é que aquele café ficou marcado em minha memória como o café dos banheiros da Universal que são de "desentender".
27/07/2011 - O português dos ternos
Ha cerca de três anos atrás fui tomar um café na casa de uma distinta senhora. Lá chegando com meu amigo Edson, hoje Padre Edson, fomos muitíssimo bem-recebidos. A casa era muito bonita, bem decorada, sinal de que ali morava uma família abastada. Antes do café, fomos para a varanda comer castanhas e sei-lá-mais-o-quê, coisa de gente chique. Então a senhora, empolgada com a visita dos seminaristas, colocou-se a comentar sobre os lugares "maravilhosos" que ela mesma tinha visitado. Os vários lugares fora do Brasil e, por incrível que possa lhe parecer, os banheiros da Igreja Universal do Reino de Deus de uma grande cidade brasileira. "Aquilo é de desentender", dizia a senhora. Logo ela foi elogiando o mármore das paredes, as torneiras que eram assim, os sanitários que eram assado, o piso que era num sei de que jeito... rsrrssss... eu já não me aguentava em mim de tanta vontade de rir com o deslumbramento daquela senhora com um simples mictório. Urinar naquele espaço, segundo o que ela relatou era uma experiência "maravilhosa". Bom, acho que urinar é bom em qualquer banheiro. Urinóis à parte, certo é que aquele café ficou marcado em minha memória como o café dos banheiros da Universal que são de "desentender".
27/07/2011 - O português dos ternos
Eu tinha voltado da academia, estava almoçando quando a campainha soou. Um paroquiano que gentilmente me fazia companhia na hora do almoço atendeu por mim e me trouxe o recado de que um português "Manoel" me esperava. Terminei o meu almoço e o recebi. De fato era um português legítimo, porém, nada parecido com os "Manoéis" das piadas que sempre ouvimos. Pelo contrário. Era um português bem esperto que queria me vender ternos Armani e Versace por preço de banana. Na verdade, se eu comprasse a mochila de 2.500,00$ eu ganharia de brinde as camisas Armani e o terno Armani e o terno Versace. Bom, negociações à parte com o português, o telefone tocou. Era uma senhora de outra paróquia, Ministra da Eucaristia, que queria uma explicação sobre o evangelho de domingo passado que ela não tinha compreendido (pausa - risos... kkkkkkkkkkk). Ela queria saber o que era a pérola do evangelho. Eu lhe expliquei que se tratava de um texto no qual Jesus faz comparações para explicar o que é o reino do céu. A pérola, portanto foi usada para explicar que o Reino é algo muito precioso, importante. Ao dizer isso, a senhora me pergunta: "Mas Padre, este reino é o reino de Deus?". Sim, Senhora. Respondi-lhe. Ela continuou indagando sobre o evangelho: "e o campo do tesouro escondido é o que, padre? E o tesouro, é o reino também? Sabe Padre, estou perguntando estas coisas porque vou rezar o terço as 15h na casa de uma família e preciso explicar o evangelho pra eles. Mas, padre, o que é a pérola?". Eu já estava para perder a caridade pastoral com a senhora, diante do português que não se chamava Manoel. Li o texto com ela e expliquei que Jesus faz uma comparação com coisas materiais para falar da realidade do reino que está além do mundo físico, material. Este reino, expliquei, é "o tesouro", a "pérola preciosa" do evangelho porque é esta realidade sublime, esta verdade cristalina anunciada por Jesus. Quando terminei estas falas, ela me perguntou sobre a pérola pela terceira vez e mais uma vez voltei a explicar tudo novamente. Quando terminei de explicar tudo novamente, ela agradeceu muito minha atenção, ficou imensamente feliz e desligou o telefone. Então, pude voltar minha atenção ao português dos ternos. Quando ele foi embora, desacorçoado por não ter me vendido nenhum de seus produtos, chegaram mais 3 pessoas, a secretária e o homem da lavanderia para pegar os tapetes. Então subi correndo para tomar meu banho e tentar por ordem na casa!!!
Menino Caíque e Meninices
Caíque é um menino esperto. Tem 5 anos de idade, cabelos lisos e um rosto sapeca. Ele mora ao lado de uma das capelas que eu celebro semanalmente. Um certo dia, Caíque resolve ir à missa de meio-de-semana, à noite, na capela. Lá entrando eu percebo que ele vê as coisas com grande curiosidade e entusiasmo. Das coisas mais curiosas que ele viu, foi logo se garantindo e sentando-se ao lado de uma religiosa, cujo hábito e véu certamente lhe chamaram a atenção. Certo é que Caíque não deixou a freira rezar. Assim que chegou, apontou pro crucifixo e perguntou pra freira: "Quem é aquele?". Ela respondeu: "É o Senhor. É Jesus." Ele inconformado por não saber quem era aquele tal Jesus, replica: "Mas porque ele tá num pau?" Ao que, pacientemente a freira responde: "Porque ele morreu para nos salvar. Porque nos ama". Não me lembro dos detalhes da conversa, mas isto rendeu uma conversa antes da missa começar. Em dado momento da missa, quando eu fazia a elevação da hóstia, ele perguntou à freira: "O que é aquilo?" Ao que a religiosa respondeu: "É Jesus" e Caíque do alto de sua esperteza de menino de 5 anos, disse: "Mas porque ele não tem bigode?". Bem, não sei se a freira conteve-se. Este fato tornou-se conhecido de todos nós ao fim da missa porque nos acercamos de Caíque enquanto as freiras contavam suas peripécias durante aquela uma hora. Ele, percebendo-se cercado de atenção, me pergunta: "Onde está Jesus?" Eu apontei pro céu e respondi: "Ele está lá em cima. Na casa do papai do céu". Ele ficou olhando para o alto um tempinho, depois me olhou novamente e perguntou: "Mas porque não vemos os pés dele?"... Depois dessa e outras, voltamos cada um pra sua casa rindo das sábias perguntas de um menino de 5 anos.
Sofia
Sofia é uma menininha linda de 3 aninhos de idade que vez ou outra vai à Paróquia com sua avó que é Ministra da Eucaristia. Sofia é sapeca e esperta. Ao se deparar diante da imagem do Sagrado Coração de Jesus, ela ficou toda confusa e apertou a avó para saber porque Jesus tinha nascido com o coração pro lado de fora se todo mundo nasce com ele pro lado de dentro!!!

