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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Crônicas

Resolvi escrever aqui as crônicas de coisas que me acontecem. Algumas parecem anedota. No entanto, garanto, são todas verídicas. Vou começar...

Os banheiros da Universal
Ha cerca de três anos atrás fui tomar um café na casa de uma distinta senhora. Lá chegando com meu amigo Edson, hoje Padre Edson, fomos muitíssimo bem-recebidos. A casa era muito bonita, bem decorada, sinal de que ali morava uma família abastada. Antes do café, fomos para a varanda comer castanhas e sei-lá-mais-o-quê, coisa de gente chique. Então a senhora, empolgada com a visita dos seminaristas, colocou-se a comentar sobre os lugares "maravilhosos" que ela mesma tinha visitado. Os vários lugares fora do Brasil e, por incrível que possa lhe parecer, os banheiros da Igreja Universal do Reino de Deus de uma grande cidade brasileira. "Aquilo é de desentender", dizia a senhora. Logo ela foi elogiando o mármore das paredes, as torneiras que eram assim, os sanitários que eram assado, o piso que era num sei de que jeito... rsrrssss... eu já não me aguentava em mim de tanta vontade de rir com o deslumbramento daquela senhora com um simples mictório. Urinar naquele espaço, segundo o que ela relatou era uma experiência "maravilhosa". Bom, acho que urinar é bom em qualquer banheiro. Urinóis à parte, certo é que aquele café ficou marcado em minha memória como o café dos banheiros da Universal que são de "desentender".

27/07/2011 - O português dos ternos
Eu tinha voltado da academia, estava almoçando quando a campainha soou. Um paroquiano que gentilmente me fazia companhia na hora do almoço atendeu por mim e me trouxe o recado de que um português "Manoel" me esperava. Terminei o meu almoço e o recebi. De fato era um português legítimo, porém, nada parecido com os "Manoéis" das piadas que sempre ouvimos. Pelo contrário. Era um português bem esperto que queria me vender ternos Armani e Versace por preço de banana. Na verdade, se eu comprasse a mochila de 2.500,00$ eu ganharia de brinde as camisas Armani e o terno Armani e o terno Versace. Bom, negociações à parte com o português, o telefone tocou. Era uma senhora de outra paróquia, Ministra da Eucaristia, que queria uma explicação sobre o evangelho de domingo passado que ela não tinha compreendido (pausa - risos... kkkkkkkkkkk). Ela queria saber o que era a pérola do evangelho. Eu lhe expliquei que se tratava de um texto no qual Jesus faz comparações para explicar o que é o reino do céu. A pérola, portanto foi usada para explicar que o Reino é algo muito precioso, importante. Ao dizer isso, a senhora me pergunta: "Mas Padre, este reino é o reino de Deus?". Sim, Senhora. Respondi-lhe. Ela continuou indagando sobre o evangelho: "e o campo do tesouro escondido é o que, padre? E o tesouro, é o reino também? Sabe Padre, estou perguntando estas coisas porque vou rezar o terço as 15h na casa de uma família e preciso explicar o evangelho pra eles. Mas, padre, o que é a pérola?". Eu já estava para perder a caridade pastoral com a senhora, diante do português que não se chamava Manoel. Li o texto com ela e expliquei que Jesus faz uma comparação com coisas materiais para falar da realidade do reino que está além do mundo físico, material. Este reino, expliquei, é "o tesouro", a "pérola preciosa" do evangelho porque é esta realidade sublime, esta verdade cristalina anunciada por Jesus. Quando terminei estas falas, ela me perguntou sobre a pérola pela terceira vez e mais uma vez voltei a explicar tudo novamente. Quando terminei de explicar tudo novamente, ela agradeceu muito minha atenção, ficou imensamente feliz e desligou o telefone. Então, pude voltar minha atenção ao português dos ternos. Quando ele foi embora, desacorçoado por não ter me vendido nenhum de seus produtos, chegaram mais 3 pessoas, a secretária e o homem da lavanderia para pegar os tapetes. Então subi correndo para tomar meu banho e tentar por ordem na casa!!!

Menino Caíque e Meninices
Caíque é um menino esperto. Tem 5 anos de idade, cabelos lisos e um rosto sapeca. Ele mora ao lado de uma das capelas que eu celebro semanalmente. Um certo dia, Caíque resolve ir à missa de meio-de-semana, à noite, na capela. Lá entrando eu percebo que ele vê as coisas com grande curiosidade e entusiasmo. Das coisas mais curiosas que ele viu, foi logo se garantindo e sentando-se ao lado de uma religiosa, cujo hábito e véu certamente lhe chamaram a atenção. Certo é que Caíque não deixou a freira rezar. Assim que chegou, apontou pro crucifixo e perguntou pra freira: "Quem é aquele?". Ela respondeu: "É o Senhor. É Jesus." Ele inconformado por não saber quem era aquele tal Jesus, replica: "Mas porque ele tá num pau?" Ao que, pacientemente a freira responde: "Porque ele morreu para nos salvar. Porque nos ama". Não me lembro dos detalhes da conversa, mas isto rendeu uma conversa antes da missa começar. Em dado momento da missa, quando eu fazia a elevação da hóstia, ele perguntou à freira: "O que é aquilo?" Ao que a religiosa respondeu: "É Jesus" e Caíque do alto de sua esperteza de menino de 5 anos, disse: "Mas porque ele não tem bigode?". Bem, não sei se a freira conteve-se. Este fato tornou-se conhecido de todos nós ao fim da missa porque nos acercamos de Caíque enquanto as freiras contavam suas peripécias durante aquela uma hora. Ele, percebendo-se cercado de atenção, me pergunta: "Onde está Jesus?" Eu apontei pro céu e respondi: "Ele está lá em cima. Na casa do papai do céu". Ele ficou olhando para o alto um tempinho, depois me olhou novamente e perguntou: "Mas porque não vemos os pés dele?"... Depois dessa e outras, voltamos cada um pra sua casa rindo das sábias perguntas de um menino de 5 anos.

Sofia
Sofia é uma menininha linda de 3 aninhos de idade que vez ou outra vai à Paróquia com sua avó que é Ministra da Eucaristia. Sofia é sapeca e esperta. Ao se deparar diante da imagem do Sagrado Coração de Jesus, ela ficou toda confusa e apertou a avó para saber porque Jesus tinha nascido com o coração pro lado de fora se todo mundo nasce com ele pro lado de dentro!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Metáfora para evangélico


Eu estava voltando pra casa depois de ter ido comprar um jantarzinho barato e delicioso, quando me peguei embevecido pelo ensaio do coro da paróquia, terminado a poucos minutos. Lembrei-me de que dois dos músicos são evangélicos, o que custou a um a proibição, por parte de seu pastor, de tocar numa missa católica para "Maria". Mas eu pensei em seguida: "e o outro músico, não será também ele vetado por seu pastor? E o que o pastor lhe dirá quando souber que ele tocou para a chegada triunfal de Nossa Senhora no final da procissão? Será que seu pastor - e ele de quebra - não lhe dirá as palavras de Isaías já tão bem decoradas "nada sabem os que levam suas imagens de escultura em procissão"?

Logo em seguida, me veio a nítida imagem da chegada do andor de Nossa Senhora na Paróquia. Uma multidão de fiéis aglomerados, cantando, dando vivas, balançando suas bandeirinhas. E o evangélico tocando... o que ele pensará? Bem, pensei, eu poderia dizer a ele que a imagem é uma metáfora de Maria. E estou aqui para dividir com você, leitor (a), minha pesquisa sobre a metáfora. Será que este é um recurso inteligente para explicar nossa fé a um evangélico?

Bom, primeiro tenho que explicar porquê pensei na imagem de Nossa Senhora como uma metáfora. É bem simples: O ser humano não se expressa de um outro modo que não seja humano. Por exemplo: o homem não tem o modo canino ou caprino ou bovino de se expressar. Nos expressamos como humanos. Nossa linguagem comporta a metáfora (!), a metonímia, a metalinguagem, etc. A fé é um dom do alto, porém, expressa com linguagem humana. Vide a Revelação: é um dom do alto, porém, codificada, compreendida, assimilada e transmitida pelos códigos humanos de apreensão e interpretação da realidade, qual seja: a linguagem.

Padre Antônio Fortea no seu livro "Suma Daemoníaca" explica uma coisa interessante: O modo como os anjos e os demônios se comunicam com o ser humano é um modo "intelectual", devido o fato de serem seres não corpóreos. Do mesmo modo Deus. Para ser compreendido pelo homem, Deus precisou falar a linguagem do homem. Aqui eu puxo novamente minha metáfora de Nossa Senhora. Eu diria ao evangélico que a imagem que trazemos em procissão não é Maria, Nossa Senhora, porque de fato ela não o é. A imagem, neste prisma, é uma metáfora de Maria Santíssima. Ela comunica algo além de si, que transcende a ela mesma. É a simplicidade que remete ao complexo. O efêmero que remete ao eterno. O material que remete imediatamente ao espiritual. Uma ponte, um elo.

Qual a função da metáfora? Não seria justamente realizar a compreensão de algo mais complexo pela via mais simples? Por exemplo: Não dizemos a metáfora "Pai" para expressar o que sabemos de Deus? Não usamos a palavra "teatro" para expressar o que pensamos do ordenamento da vida? Não usamos cada palavra de sentido simples, de fácil acesso, para acessar um significado ulterior, maior e mais profundo? Neste sentido, seria justo chamar a imagem de Nossa Senhora de metáfora? "Pai", "teatro" e "imagem" permanecem sendo o que são na sua concretude. Na hermenêutica, porém, adquirem universo maior e mais amplo.

Bom, na minha pesquisa sobre a metáfora, pensei que ela poderia ser rechaçada pelo evangélico porque não está na bíblia que nós precisamos de metáforas para entender a bíblia, Deus ou a Revelação. O evangélico afirma em seu dogma que Deus pode ser conhecido objetivamente pelo crente através da sagrada escritura que revela de modo direto quem é Deus. Portanto, se Deus quisesse que o conhecêssemos através de metáforas - dirá o evangélico - ele teria dito ou deixado um mandamento assim: "Falarás através de metáforas e sobre elas discutirás para que compreendas quem Eu Sou" (Livro das Revelações Sadoquitas, XIII, v.2)*. Porém, nem mesmo mostrando ao evangélico que Jesus usou muitas metáforas, ele aceitará que o conceito "metáfora" seja válido para explicar porquê trazemos uma imagem de Maria Santíssima na procissão porque assim reza o seu dogma "imexível".**

No entanto, o evangélico teria perdido a discussão porque não foi ao cerne da questão. O cerne da questão - ao meu ver - não é o dogma evangélico do sola scriptura, mas, a liceidade para se falar de Maria e das imagens que usamos como "metáfora". Explico: Padre Fortea diz que há uma graça especial nas imagens sacras, terços, escapulários, etc. Eles, quando usados em exorcismos por exemplo, levam uma libertação mais rápida ao fiel possesso. Se a imagem de Nossa Senhora e uma colher de pau fossem a mesma coisa, teriam que fazer o mesmo efeito sobre as coisas e as pessoas, como um possesso, por exemplo. Bom, qualquer estudante de filosofia me diria que o ser humano é capaz de dotar as coisas de sentido e é por isso que buscamos um sentido para a vida. Eu posso até concordar com este pretenso estudante de filosofia, mas, o que me intriga ainda é o seguinte: então porque não usamos uma colher de pau no andor e dotamo-lhe de sentido religioso? Será que é porque a colher de pau não nos remete à Maria Santíssima? Será que é pelo fato de ela estar desprovida de religiosidade, de unção, de benção? Pronto! Salvei minha teoria da metáfora! É claro que ela é paupérrima e não abrange todo o significado que possui uma imagem sacra. Mas também, esse foi só um pensamento entre o espetinho da Avenida Beira Rio e minha casa hoje à noite.

* Não existe este tal livro. Inventei esse nome somente para brincar um pouco com a idéia de um mandamento de Deus para que exista a metáfora.
** Homenagem à Juvenília.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Do esplendor e da beleza à trivialidade da feiúra

O título supra foi inventado por mim após ler uma matéria de Zenit (http://www.zenit.org/) que copiarei a seguir. Duas coisas devo ressaltar ao meu leitor: A primeira que se trata de um texto redigido por uma autência professora católica de uma grande Universidade. Aviso aos professores: Para ser católico não precisa carregar estereótipo, coisa que aliás só depõe contra os católicos. Para ser católico, basta ter convicção acerca da própria fé! A segunda coisa que ressalto é a acurada percepção da professora Elizabeth sobre nosso tempo e as engrenagens que o movem. Boa leitura!
(p.s. eu sei que é longo, mas, vale a pena lê-lo na íntegra!)

* * *

Gaga sobre Gaga

Ainda possam surgir objeções sobre a forma e o significado que a arte contemporânea apresenta, pelo menos Calatrava e Arnaldo Pomodoro podem ostentar o duramente conquistado título de artista. Esta semana me deparei com outro uso do título, o de pop star.

Enquanto acompanhava duas meninas, de 11 e 13 anos de idade, outro dia no Vaticano, assim que deixamos a Capela Sistina, a mais velha me perguntou: “Quem foi Judas?”. Eu não me iludia imaginando que essas meninas pediriam uma catequese sobre a Paixão de Cristo, mas não se pode culpar um historiador de arte de tentá-lo. Respondi que foi o amigo de Jesus que o traiu ao vendê-lo aos seus inimigos por dinheiro e, então, incapaz de acreditar que poderia ser perdoado, ele se suicidou em seu desespero.

De repente, as meninas disseram: “A Lady Gaga fez uma música sobre ele. Ela é a minha artista favorita!” (a “artista” em questão acaba de dar um concerto em Roma para comemorar o Dia do Orgulho Gay). Depois de uma tarde com Michelangelo, Rafael e as esculturas gregas clássicas, devo admitir que considerei a referência cultural das jovens senhoritas um pouco chocante.

Artistas do nível de Michelangelo – que, 500 anos após sua morte, ainda atrai 5 milhões de visitantes por ano às quentes e lotadas salas do Vaticano para maravilhar-se diante das suas conquistas extraordinárias e da declaração gloriosa do valor da pessoa humana – têm pouco em comum com a Lady Gaga (Stefani Germanotta), cuja “mensagem” é marcadamente trivial em comparação.

Defendendo calorosamente sua heroína, as meninas disseram que a mensagem da senhorita Germanotta é que as pessoas “nascem do jeito que são e deveriam ser livres para poder viver como quiserem”. Então eu perguntei: piromaníacos, cleptomaníacos, adúlteros em série que afirmam ter nascido com esta tendência deveriam poder viver “como querem”? O mantra de Germanotta de “nasci assim” é o pretexto mais frívolo para o mau comportamento, desde aquela história de que “o diabo me obrigou a fazer isso”. Minha consternação diante desta mensagem atraiu a inevitável acusação da menina de 13 anos: “Então você não gosta dos bissexuais?”.

De alguma maneira, aos olhos dessas meninas, a rejeição à inacreditavelmente irritante música da senhorita Germanotta e a sua absurda representação de arte me converteu automaticamente em “homofóbica”. Não caminhar ombro a ombro com a cultura secular deve ser o único ato intolerável nesta sociedade tolerante com estilo próprio. Na Antiga Roma, duvidar da divindade do imperador constituía alta traição, como muitos cristãos descobriram no circo. Ensinar as crianças a julgar os mais velhos desta forma tampouco era incomum no Terceiro Reich. A senhorita Germanotta gritará uma mensagem de tolerância, mas só para ela mesma e seus seguidores.

No umbral da Basílica de São Pedro, voltei-me a elas e lhes disse: “Não creio que na definição de você mesma importe muito com quem mantém relações sexuais para dizer quem você realmente é”. Elas riram e cochicharam. Essa conversa ficou gravada em mim durante os dias seguintes, alguns momentos da mesma me preocuparam profundamente.

Como ato de penitência, vi vários vídeos de Lady Gaga durante os dias seguintes (a maioria com o som desativado, pois afinal tampouco estamos na Quaresma), e me chamou a atenção o fato de que apesar dos enormes grupos de modelos organizados para as super-produções de 4 minutos, a única cara que se vê é a da senhorita Germanotta. Os magníficos corpos que giram e ondulam estão sempre privados de rosto. Parecem máquinas para prover prazer (e lucros) a uma só pessoa: a senhorita Germanotta. Seu mundo é decididamente Gaga-cêntrico, todos os demais são seus satélites nas sombras.

Michelangelo cercou-se de um número similar de corpos (inclusive menos vestidos) para seu Juízo Final. Esses corpos rodeiam a figura de Cristo o Juiz, assim como os bailarinos rodeiam a senhorita Germanotta. Os nus de Michelangelo, no entanto, têm rosto e, o mais importante, alma. O espetáculo de rodopios de corpos cercando uma jovem de 25 anos que proclama que não há nada como o pecado (exceto não adotar seu estilo de vida), é uma paródia de Mad Magazine do Cristo triunfante de Michelangelo que atrai as almas para ele depois de sofrer e morrer para redimir os pecados da humanidade.

O que me leva ao ponto mais chocante das extravagâncias de Lady Gaga. Parece que depois de tantos anos, não há imagem mais poderosa que o amor, o sofrimento e o compromisso total que a produzida pelo Cristianismo. Temo que muitos de seus seguidores não sabem o que é uma religiosa (de fato, as meninas estavam fascinadas pelas religiosas), mas o hábito religioso ainda proclama a castidade e o compromisso com algo e Alguém maior que si mesmo. Mantém seu poder, razão pela qual uma estrela do pop tenha tentado explorá-lo. Em vídeos onde menos (roupa) é mais e a novidade é tudo, a tradição ainda pode cativar e desestabilizar. A senhorita Germanotta pode tentar exorcizar suas raízes católicas com piadas sobre monges de plástico, mas a simplicidade que ela ridiculariza será sempre mais simbólica que suas extravagantes sátiras.

Ninguém foi capaz de superar a imagem do sofrimento por amor exemplificada pela Paixão de Cristo. A coroa de espinhos, os braços estendidos, as feridas e a humilhação alimentaram muitos mais do que uma estrela do pop buscando atenção. Nenhuma estrela pop fantasia sobre a extração asteca de corações ou a decapitação da Revolução Francesa, mas no entanto erotizam com o sofrimento de Cristo, porque admitem seus efeitos duradouros. Jesus sofreu, não por uma vã excitação física, como a senhorita Germanotta, e o que queremos conhecer é a profundidade de seu amor, um amor que está disponível para todos. E de novo, a senhorita Gemanotta não entende que a sexualidade onívora não é o mesmo que o amor universal.

Stefani Germanotta cresceu em uma família católica romana. Recebeu os sacramentos e frequentou uma escola católica, ao contrário dos seus fãs adoradores, que frequentemente ignoram o Cristianismo. A senhorita Germanotta pegou seus “talentos” e os vendeu por uma quantia bem mais considerável que a prata recebida por seu predecessor, Judas. Alguém ainda pode ter esperança e rezar para que ela não siga o caminho do desespero, levando seus discípulos junto.
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* Elizabeth Lev leciona Arte e Arquitetura Cristãs no campus italiano da Duquesne University e no programa de Estudos Católicos da Universidade San Tommaso.