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segunda-feira, 30 de maio de 2011

A remodelação da Europa começa pela Hungria?

Por Élizabeth Montfort

ROMA, domingo, 29 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Uma andorinha só não faz verão, mas um Estado Europeu, e não dos menores, cuja constituição é “eurocompatível” e respeita a Carta Europeia dos Direitos Fundamentais e a Declaração Universal dos Direitos do Homem, é um exemplo a ser seguido.

No último 18 de abril, cumprindo-se um compromisso assumido pelo primeiro ministro Viktor Orban, que em abril de 2010 venceu esmagadoramente as eleições com 2/3 da câmara dos deputados, foi modificada a constituição húngara no espírito e na letra. O texto de 1990, adotado logo depois da queda do Muro de Berlim, era considerado liberal demais e ainda influenciado por resquícios comunistas.

O poder foi repartido entre os três partidos principais: O Fidesz, partido de centro-direita, cujos representantes no Parlamento Europeu fazem parte do Partido Popular Europeu; os Socialistas, completamente desacreditados depois da desastrosa gestão do primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany, que mentiu sobre as proporções do déficit das contas do Estado, o que o obrigou a pedir ao Fundo Monetário Internacional uma ajuda de 20 bilhões de euros para salvar o país da falência; e o partido Jobbik, de extrema-direita, que tem como objetivo a defesa dos valores e a identidade da Hungria.

A nova constituição proposta pelo primeiro-ministro e pelo Fidesz foi aprovada com 262 votos contra 44 e uma abstenção. O texto foi ratificado pelo Presidente da República Húngara, Pal Schmitt, no último 25 de abril, e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2012. Durante o debate, a oposição não fez nenhuma intervenção, o que não a impediu, até agora, de apoiar os opositores desta nova lei fundamental.
As mudanças da constituição:

1- A primeira tem a ver com a referência às raízes cristãs da Hungria. O preâmbulo diz que “a constituição é inscrita na continuidade da Santa Coroa” e recorda “o papel do cristianismo” na “sua história milenar”.
Surpreendem as reações negativas a esse texto, já que, na redação do Tratado Constitucional da União Europeia, todos os países membros aprovaram a referência “à nossa herança cristã”, exceto a França. O pedido europeu, promovido pela Fondation de Service Politique com algum deputado europeu, tinha obtido 1,4 milhão de assinaturas em 2004, sendo apoiado por cerca de 60 associações que representavam 50 milhões de associados. Um recorde na história europeia. Este pedido foi recebido na Comissão sobre Pedidos, mas a Comissão Europeia não lhe deu continuidade, como ocorre quando os pedidos são acolhidos. A referência às raízes cristãs não é uma questão de opinião, mas uma verdade histórica. É necessário recordar que a nação húngara se organizou a partir do batismo de Santo Estêvão, coroado rei da Hungria. Este é o motivo de a Coroa de Santo Estêvão estar hoje no Parlamento húngaro, porque lhe dá legitimidade para fazer as leis.

2- A segunda modificação tem a ver com a união entre duas pessoas: “A Coroa protege o matrimônio, considerado como a união natural entre um homem e uma mulher e como fundamento da família”. Esta referência retoma, em seu espírito, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que, apesar das pressões para introduzir a união entre duas pessoas do mesmo sexo, é um texto de referência para todos os Estados. A nova constituição húngara não questiona a união entre duas pessoas do mesmo sexo, mas não a considera equivalente ao matrimônio.

3- A terceira modificação tem a ver com a vida de todos os seres humanos antes do nascimento: “Desde o momento da concepção, a vida merece proteção como um direito humano fundamental” e “a vida e a dignidade são invioláveis”, retomando em certo modo o primeiro artigo da Carta Europeia de Direitos Fundamentais: “A dignidade humana é inviolável. Deve ser respeitada e protegida”. Houve pessoas indignadas com esta volta à ordem moral. Devemos deduzir que a ordem humana é uma ordem amoral? A nova constituição húngara é “euroincompatível”? Os opositores se questionam. Se não fosse, então quer dizer que todos os textos de referência são letra morta, considerando que a União Europeia se ergueu a partir do respeito aos direitos do homem, cuja universalidade é expressa na Declaração dos Direitos do Homem de 1948, reconhecida como patrimônio comum da humanidade, e não sobre direitos abstratos e subjetivos reivindicados sem referência a um patrimônio comum.

É verdade que a decisão pertence aos legisladores. Mas eles votam em nosso nome. Calar seria uma irresponsabilidade da nossa parte. As leis afetam a todos. É nosso dever reunir os nossos deputados e senadores para lhes dizer que respeitamos os nossos princípios fundamentais.
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Élizabeth Montfort é deputada do Parlamento Europeu e porta-voz daFondation de Service Politique(Paris), em www.libertepolitique.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

1983

"Educados em um sistema que subentendia a luta de classes, homens, mulheres, padres, professores, políticos, economistas, pessoas influentes na sociedade se erguem hoje numa luta antagônica de pessoas contra pessoas, grupos contra grupos, instituições contra instituições. Agora eles se tornaram líderes de grupos, que agem proeminentemente e se incluem no processo político. Por exemplo: De repente nós vemos um homossexual que faz de sua situação uma questão política. Ele exige reconhecimento da sociedade, respeito, direitos humanos, e formando um grupo de pessoas ao redor de si, provoca choques entre seu grupo e vários outros na sociedade, entre seu grupo e a polícia, entre seu grupo e pessoas comuns. Não importa o que seja, qual seja o agente antagônico não importa, desde que haja choques ideológicos, pois, a linha moral que colocaria um fim a tais conflitos foi dissolvida em um sistema de destruição dos valores morais basilares da sociedade. Este é o processo de desestabilização social (...). A solução mais difícil e ao mesmo tempo mais simples para evitar a desestabilização social é trazendo a sociedade de volta à religião - primeiro elemento a ser desestabilizado** - algo que você não pode tocar, comer e vestir, mas, algo que governa a sociedade e a faz mover e se preservar. Um cientista russo Shafarevich - que não tem nada a ver com religião. Ele é um cientista da computação, - fez um estudo muito intenso na história de países socialistas - ele chamava de comunista ou socialista qualquer país com uma economia centralizada e uma estrutura de poder piramidal - e descobriu que civilizações como Mohenjo-Daro, como no Egito, Maias, Incas, como a cultura babilônica, desmoronaram e entraram em colapso desaparecendo da face da Terra no momento em que perderam a religião. Simples assim. Desintegraram. As idéias movem a sociedade, mas, ninguém morre por 2+2=4, para defender esta verdade, embora isto seja uma verdade e um fato. Mas, milhões de pessoas sacrificaram sua vida, liberdade, conforto, tudo, por coisas como Deus e Jesus Cristo".

** "Leva-se 15 a 20 anos para que uma pessoa forme sua personalidade, ideologia e sua mentalidade dedicando-se a estudar. Isto inclui influenciar as várias áreas onde a opinião pública é formada religião, sistema educacional, entre outros. O que isto significa realmente dentro da área religião? Destrua-a! Ridicularize-a! Substitua-a por várias religiões, seitas, cultos, que levem a atenção e a fé das pessoas - não importa o que ou qual seja a religião - desde que o dogma religioso basicamente aceito seja erodido devagar e levado para longe do propósito supremo da religião. Logo, substitua as instituições religiosas aceitas, respeitadas por organizações fajutas (fakes). Distraia a atenção das pessoas da fé real e atraia-a às várias fés diferentes".

Estas palavras não são minhas. São de um vídeo de 1983 postado no Youtube no qual um ex-integrante da KGB, Tomas Schuman Yuri Bezmenov,  explica como funciona o processo de perversão e dominação do inimigo. Vou postar o link aqui. É interessante assistí-lo em todas as 4 partes.

Comentário.
Antes que os cavalos de santo venham me tacar a pecha de preconceituoso, revise-se para perceber se você não é somente mais um enganado/a quanto aos "nobres" valores apregoados pelos governos esquerdistas do mundo em relação a políticas de inclusão de minorias que dista de direitos e se aproxima a tirania. Impressionante como este vídeo de 1983 é atual para nossa situação brasileira: a tentativa de educar uma geração para ser ela a fazer a revolução daqui alguns anos, como preconizava Gramisci. Outras tentativas em andamento pelo Governo são também correspondidas nesta palestra, basta ler com atenção e senso crítico. Acontece que até o bendito senso crítico está viciado na nossa sociedade viciada. Senso crítico no Brasil só se for de esquerda. Nada mais é crítico, senão, reacionário e deve ser extirpado como querem alguns!!!! Quanto mal nos fez o Marxismo-Leninismo e suas consequências. Quantos professores de história, português, geografia estudaram na cartilha marxista e hoje nas escolas regurgitam o vômito que ingeriram. Quantos padres escrevendo contra a própria Igreja, exaltando o homossexualismo e leis como a PL 122/2006! É de estarrecer face a esta terrível realidade... Porém, benditos homens e mulheres de coragem prontos a denunciar - às vezes a despeito de suas próprias vidas - os engodos deste governo satânico!

domingo, 22 de maio de 2011

Porque ser Padre?

Aparentemente é f'ácil de responder a esta pergunta. Mas, só aparentemente. O que leva um jovem a querer sair de sua casa, de sua vida, para entrar em um seminário? O que o move? Quais seus sonhos? O que ele pretende ao entrar numa casa de formação? Mil respostas a estas indagações surgem, quando conversamos com as pessoas na rua. Algumas reações eu posso colocar aqui: Porque quer estudar; porque quer sair de casa; porque quer um emprego; porque se frustrou no namoro; porque não quer trabalhar duro; porque quer carro, casa e vida fácil, etc. Estas são as respostas que logo, de imediato, muitas pessoas sacam de seu arsenal pré-fabricado.

Um dia desses, conversando com um dos meus "dirigidos" on-line, ele me descreveu como se sente. Ele é um vocacionado a quem chamarei de X. X me permitiu publicar parte de nossa conversa neste blog. Espero que ajude aos vocacionados, aos jovens em geral e às pessoas entenderem o motivo que leva um jovem a querer ser padre.

X: Padre, às vezes penso que vocês esquecem o quanto é difícil para gente. Nós, quando decidimos isso (ir para o seminário), enfrentamos preconceito de toda a sociedade, até da família. Se tem uma coisa que queremos é ir logo para o seminário. Por exemplo, estou pensando em trancar minha matrícula hoje mesmo na faculdade! Simplesmente não aguento mais aquele bando de ateus marxistas e relativistas! Imagine só o que não enfrentarei aqui, dos meus "amigos" universitários... Se falasse que ia virar gay todo mundo me apoiaria. O mundo está perdido!

Não nos parece um caso estranho as pessoas acharem normal um rapaz se dizer gay e recriminar o que quer se tornar sacerdote?

X: Padre, lembre-se de como são os jovens... um jovem que não sai com o maior número de mulheres possíveis, é discriminado; Se ele vai à Missa todo domingo, é discriminado; Se defende valores cristãos, é discriminado! E você acaba sendo isolado do grupo, pois, para eles, você é que a aberração! Se você se porta como um verdadeiro Católico, desses que fazem o sinal da cruz ao passarem em frente a uma Igreja, ou que beijam as mãos do Padre e que lhe pedem a Bênção, ao encontrá-lo nos corredores da faculdade... Minha nossa! O mundo cai! Se você fizer isso, é um monstro que merece ser destruído, afastado, denegrido! Agora, se você fizer um discurso defendendo o aborto, você é uma pessoa de mente aberta, que sabe viver em sociedade, que entende os problemas da mesma.

Onde está o erro?!

X: As pessoas que sabem que sou Católico praticante, olham meio torto... Riem... E não é só comigo, não! Tem uma protestante, salvo engano, advenstista do sétimo dia, que também sofre um pouco com isso. Principalmente por não poder fazer as provas de sexta-feira. Um dia um grupo de velhinhos, bem simpáticos, por sinal, foi lá entregar aquela pequeninas bíblias de tradução protestante, de capa azul, sabe? Tinha uma menina ateísta que os tratou com desprezo! Eu não aceitei a bíblia por saber que a tradução era protestante, mas não os tratei mal! Depois eu é que não sei viver em sociedade.
Uma coisa que eu acho muito, muito bonito, e que gostaria de fazer, era andar com o Rosário na mão, como vejo que alguns senhores e senhoras mais velhos fazem... é lindo isso, um sinal piedoso de devoção e que não ofende a ninguém. Se um jovem fizer isso, simplesmente ninguém nunca mais olha na cara dele! O meu Rosário fica sufocado em meu bolso...

Um joven de 18 anos quer ser sacerdote, sofre bulling acerca de sua vocação - e como ele tantos outros - é tratado como um "doente", um "estranho", um "antiquado" e "ultrapassado" em vista do mundo atual. Leia e medite!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lavando a roupa suja

Em seu site, Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ, o conhecido Padre Zezinho, escreve uma sensata crítica ao "estrelismo" que acomete alguns sacerdotes da Igreja. Nestes tempos conturbados, urge atitudes como esta que traz luz a este controverso tema de sacerdócio e estrelato. O texto está neste link. Leia-o e boa leitura!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nota da CNBB sobre união de pessoas do mesmo sexo

Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.


A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.

As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).

As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.

É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.

A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.

Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.

Aparecida (SP), 11 de maio de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana – MG

Dom Luiz Soares Vieira
Vice Presidente da CNBB
Arcebispo de Manaus – AM

Dom Dimas Lara Barbosa
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo nomeado para Campo Grande - MS

terça-feira, 10 de maio de 2011

Humor - Pérolas paroquiais

Para rir bastante com estas pérolas. Avisos que foram dados em paróquias, escritos com muito boa vontade, mas, carregados de erros de concordância.


AVISOS PAROQUIAIS


Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.
(E quando souberem????? kkkkkkkk)

O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!
(Pretensão pouca é bobagem!!!!! kkkkkkkkkkkkkkk)

Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.
(rsrsrss... coitado do pároco, acaba levando tinta!!)

Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.
(kkkkkkkkkkk..... rialtodemaisdaconta..... tragédia é ter que ler isso no fim de uma missa)

Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos!
(Olha o duplo sentido.... rsrsrsss.... mas ficou muito engraçado!!!)

Assunto da catequese de hoje: Jesus caminha sobre as águas.
Assunto da catequese de amanhã: Em busca de Jesus.
(kkkkkkkkkkk..... essa é ótima!!!! Quem vai apostar corrida com Ele?!)

 O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.
(Lá na China isso, viu..... kkkkkkkkkkk)

 O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.
(O que eles vão cantar? Impressionante!!! rssss)

O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui as refeições.
(Onde mesmo vai ser esse curso?! kkkkkkkkkkkkkk)

 Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
(Já sei: usamos envelopes aumentados magicamente pela Hermione!!!!)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Carta aos Juízes e Juízas do Supremo Tribunal Federal

Meritíssimos Juízes do Supremo Tribunal Federal

Uniões homoafetivas estão sendo equiparadas, nesta Corte, às uniões heterossexuais em vista do argumento de que não reconhecê-las equivaleria a ratificar preconceito contra as pessoas homoafetivas. Um segundo argumento usado por Sua Excelência, Meritíssimo Juiz Ayres Brito, é o de que a Constituição Federal não manifesta-se proibindo as uniões homoafetivas, o que no seu entendimento abre a precedência para que seja validada as uniões homoafetivas. No meu entendimento e no da Igreja Católica, ambos argumentos não condizem com a natureza das coisas.

1) Questão de semântica: Quando é que pai é mãe? Ou, quando é que mãe é pai? Senão quando falta um dos dois papéis na vida e na criação da prole? Um homem pode substituir-se a uma mulher na criação e educação dos filhos, e vice-versa? Já não temos presenciado pessoas degradadas em demasia justamente pelo fato de não terem tido um lar equilibrado? Não pagamos todos nós, os senhores e senhoras inclusive, um preço alto por uma sociedade violenta, pansexualizada, narcisista, hedonista e individualista? A imoralidade e ilicitude da união homoafetiva radica-se no fato de que nem no campo das idéias, tampouco no empírico, se equipara à união heterossexual. Mulher não é homem. Homem não é mulher. Tanto nos aspectos físicos, psicológicos, comportamentais e outros. Quanto a isso existe abundante literatura além da percepção cabal de pessoas que, como eu, lidamos com o humano cotidianamente. Não quero parecer intransigente demais, apenas quero fazê-los perceber o óbvio. Na Lei de adoção 12.010 de agosto de 2009 está claramente expresso que a criança e o adolescente, nascida de um pai e uma mãe, pertence a uma família que lhe é natural e na qual a criança e o adolescente devem permanecer. Como pode esta Corte perverter o conceito óbvio de família desnaturalizando esta instituição? Podem, senhores e senhoras Juízes e Juízas, arcar com a responsabilidade desta artificialização?

2) O que não é proibido é permitido? Penso que isto abre um precedente complexo de se analizar em um e-mail. Porém, há diversos campos da vida social que não são contemplados na Lei. Sabemos, todavia, que juízes pelo Brasil afora dão pareceres inúmeros a partir do senso-comum. E no senso comum família se compõe de homem, mulher e filhos. É sabido que na relativização pela qual passou a família no Brasil nas últimas décadas, o maior esforço concentrado foi o de inverter e perverter os papéis até chegar à nulidade da necessidade de que exista "pai" e "mãe" para o crescimento e formação de um ser humano saudável. Esta relativização, no campo das idéias, chega hoje e bate às portas da Lei pedindo cidadania. A conhecida ideologia de identidade de gênero igualmente relativiza, perverte e inutiliza o que é simples e óbvio. Igual movimento acontecerá se esta Lei for aprovada nesta Corte, estejam os senhores e senhoras cientes disto. Ou talvez o estejam tão cientes que o façam com plena consciência e desejo.

Espero poder contribuir com este e-mail para que não seja cometido um grande erro em nosso País.

Despeço-me agradecido por Vossa atenção.

Padre Luis Fernando Alves Ferreira
Itumbiara - Goiás