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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Time-out pra dizer coisas importantes...

Coração bobo esse que sente e dissente as mesmas coisas que os outros...
Besteira de ser humano que confia e se decepciona,
Que se alegra e depois chora,
Que ri e depois entristece.


Nada mais enobrece que uma pura amizade,
Amor não fingido, sincero,
Carinho não forçado, simples,
Na jornada cotidiana da vida.


Sem poluições e esmaecimentos,
pobre, simples e verdadeiro.
Jovial e alegre como brisa da manhã
Que chega trêfega para bagunçar os cabelos penteados...


Eu queria uma fórmula, mágica ou não
De unir todos os nomes em um só
Todas as vidas em uma só
Todos os corações em um só...


Embora desejasse uni-los,
Quando deles me apropriasse já não seriam mais,
Ter-se-iam transformado num objeto meu,
Imperfeitos da minha imperfeição!


Que assim permaneçam
Belos em sua humanidade,
Imperfeitos na sua divindade,
Pois, foi assim que a mim vieram
e foi assim que me cativaram!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

1º artigo: O homossexualismo dentro da Igreja

Vou tentar escrever uma série de textos sobre este tema, controverso mal esclarecido. Hoje quero continuar as idéias do texto anterior no qual eu mencionava a adulteração das coisas, dos termos, na política do Governo Federal.

Perversão. Pecado. Erro. Abominação. Imoralidade. Estes nomes são rechaçados por ativistas do movimento gay como sinônimo de retrógrados e homofóbicos. Luiz Mott, chefe do movimento gay da Bahia, disse explicitamente numa entrevista ao Jô Soares que toda religião abraâmica é, per si, homofóbica. Quando ouvi a palavra "abraâmica" meu ouvido se eriçou. Fui buscar sua biografia e constatei: ele é ex-seminarista. Foi casado e depois se tornou gay. Fonte aqui. Esta palavra eu a ouvia muito em Goiânia quando era ainda seminarista nos círculos ligados às CEBs e à Teologia da Libertação. Frequentávamos a Universidade Católica de Goiás para algumas palestras - que de católicas só tinham o nome - e lá estavam eles: os defensores da Teologia do Negro, da Teologia da Mulher, da Teologia do Homossexual, da Teologia da conchinchina, da Teologia da pluralidade e da inclusão, da Teologia Revolucionária! Bonito era ter rastafari e nesses momentos, indignadamente, berrar impropérios contra a Igreja, o Santo Padre, os Bispos... dizer que todos somos uns opressores, que a Igreja é uma opressora, que a Igreja é assim e é assado, que o negro no Brasil foi escravo porque a Igreja matou muita gente na inquisição! (sic!)... é... eu sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas, eram temas conexos mesmo sendo desconexos!!! E o que mais me irritava era que a coordenadora do FIT, Irene, era desta mesma postura!!! Tive professores desta mesma linhagem, críticos do dito monoteísmo abraâmico rígido, opressor, patriarcal, excludente, monopolizador, marginalizador... Havia sempre alguém dizendo a necessidade de incluir a mulher, o negro, o homossexual, o pobre, o marginalizado, o excluído, o sem teto, o sem terra... a lista não tem fim, creia! Quando alguém ousava levantar-se contra isso, era imeditamente massacrado pela horda petista-esquerdista da teologia da libertação. Muitos eram homossexuais militando em causa própria.

Alguns queriam nos mostrar que essa coisa de pecado já foi superada por uma cosmovisão diferente, mais evoluída do ser humano. Que Deus - o Deus da vida! - ama e sustenta todo o tipo de vida e que ele ama incondicionalmente a todos e que o importante é a vida. Até aí há um pequeno consenso: Deus ama a todos. Mas é Deus e não a vida que está no centro. Deus e não o homem. O equívoco começa no homo mensura, de Protágoras! Havia um grupo organizado dentro da Católica, dentro do FIT, para nos fazer crer que ser homossexual é legal e abençoado por Deus; que o 'Libertador' (aderente à teologia da libertação) é melhor que o conservador; que ser conservador é pecado, é feio, é esdrúxulo, é um cancro! Para estas pessoas, ser conservador era sinônimo de se crer nas verdades fundamentais do cristianismo acerca deste tema: que o homossexualismo é pecado, condenado por Deus, uma abominação, um erro e uma grande imoralidade. Logo vinham as decorrências deste modo de pensar: Qualquer um que se apresentasse ortodoxo era rechaçado, ridicularizado e excluído. Eu vi isso acontecer na Universidade Católica de Goiás inúmeras vezes! Para mim era um pecado que bradava aos céus: uma Universidade que deveria ser Católica ensinando tudo ao contrário da Doutrina da Igreja pela conveniência de um determinado grupo de pressão social.

Esta mentalidade não se infiltrou apenas na Universidade Católica. Há padres que a defendem explicitamente. Há freiras, leigos e gente de boa fé a defendendo também. O que está em questão - reafirmo - não é a questão da segurança física dos homossexuais, ou sua colocação na estrutura do tecido social. O que está em jogo é a pressão política e social para que sejam concedidas regalias a um grupo em detrimento de outro. A um grupo, diga-se de passagem, que é uma degeneração moral para a sociedade. Veja o que diz Sigmund Freud: "Nosso dever é oferecer uma teoria satisfatória que esclareça a existência de todas as perversões descritas e explicar sua relação com a chamada sexualidade normal. Tais desvios do objetivo sexual, tais relacionamentos anormais ao propósito sexual, têm se manifestado desde o começo da humanidade em todas as épocas das quais temos conhecimento, e em todas as raças, das mais primitivas às mais altamente civilizadas. Às vezes têm tido êxito em alcançar a tolerância e a aceitação geral. Além disso, uma característica comum a todas as perversões é que nelas se coloca de lado a reprodução. Este é realmente o critério pelo qualjulgamos se uma atividade sexual é pervertida — quando ela não tem em vista a reprodução e vai atrás da obtenção de prazer independente." Fonte aqui. Isso é patente. Todos nós sabemos. Minha avó sabe disso. Sua tia sabe disso. O problema é que esta onda da gaystapo* no Brasil está pervertendo os conceitos. Ninguém quer ficar de fora. Ninguém quer ser considerado superado, anacrônico, dispensável e inútil. É uma questão psicológica: ao lhe dizer que seus conceitos não servem mais, que você está superado por um conceito progressista melhor que o seu, sua atitude é correr para se atualizar com o novo conceito a fim de não mais ser considerado um ultrapassado. Esta técnica é muito boa e foi utilizada pelos militantes da gaystapo dentro da Igreja - sobretudo dentro da Teologia da Libertação - para transmutar o sentido das palavras e dos conceitos. Pecado deixou de ser o pecado compreendido como ódio a Deus e apego perverso ao mundo (Santo Agostinho) e passou a ser apenas um erro de rota; homossexualidade deixou de ser pecado e passou a ser apenas um problema hermenêutico; tradição deixou de ser sinônimo de ortodoxia e passou a ser de anacronismo. Acolher o pecador e rejeitar o pecado foi considerado pecado: o novo método manda acolher o pecador e aplaudir, incentivar, o pecado. Estes entre outros termos foram solapados dentro da Igreja.

Plantou-se na cabeça de muitas pessoas uma penosa confusão: Se o fulano ou a fulana é homossexual, logo, serão excluídos pelo padre, pela Igreja, por serem homossexuais. Isso não poderia ser mais falso! O fulano ou a fulana não serão rechaçados por serem homossexuais, mas, serão convidados à conversão uma vez que esta conversão é possível. Ninguém pode ser obrigado a ser homossexual, como o querem a gaystapo em uma sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias conjuntamente com a Comissão de Educação da Câmara Federal. Link aqui. A Igreja será sempre contra o pecado e aquele que se declara católico o deve ser também. Não se pode ficar em cima do muro e dizer: ah tadinho, mas ele não tem culpa! Tem culpa sim! Todo ato humano é um ato deliberado da vontade. Ninguém mata sem decidir matar,  ninguém transa sem querer - a menos que seja estupro e para isso há leis -  ninguém fura o sinal vermelho, tendo-o visto, sem querer. Há as excessões, mas as excessões o são de tal modo reconhecidas que a própria natureza das coisas se encarrega de nos mostrá-las, são naturais. A homossexualidade é anti-natural. O movimento gay é um grupo que quer se firmar como grupo de excessão em toda a sociedade e que quer tomar o poder a qualquer custo para impor sua regra para todos. A Igreja, repito, deve acolher a todos, mas não chamará ao erro, acerto; ao pecado, graça; ao mal, bem.

Te espero no próximo artigo!

*gaystapo: Neologismo. Junção da palavra Gestapo com a terminologia gay. A Gestapo era a polícia política do III Reich responsável por massacrar inúmeros judeus e antipatizantes do regime hittlerista.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Desafios e ilusões de padre novo




Voar num balão (de ar quente, diga-se de passagem) é a menor das aventuras de padre novo. Sou padre a dois anos e dia 10 próximo, farei 2 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora das Graças em Itumbiara-Go como Administrador Paroquial. Me lembro de quando viemos da fazenda pra cidade. Chorei muito porque amava muito aquele lugar. Viemos para a cidade e aqui tudo era muito duro. Trabalhar no campo, andar a pé 3 kilômetros para ir à escola, não ter energia elétrica e outras comodidades, não era nada comparado em viver na cidade. Quando passei a estudar a noite, toda santa noite, pedia a Deus para voltar para a fazenda porque lá era bom. Aqui era duro demais.

Entrei no seminário querendo mudar o mundo. Queria ser o padre "tal" que faria a revolução do ser padre. Lá, encontrei-me com o Ideal de Chiara. Foi a luz fortíssima que me mostrou que revolução o mundo precisava: a revolução do amor. Aquela certeza cresceu dentro de mim e no seminário vivíamos a Palavra de Vida e comunicávamos as experiências com o capo e entre nós. Era o amor concreto, vivido e partilhado. Víamos as experiências em paróquias das nossas Dioceses e de outras dioceses e logo já fazíamos o plano: na minha paróquia (futura!) não será assim! Será de outro modo... e realmente me convenci disso.

Matemática! Foi o que pensei. Matemática! E formulei a seguinte equação: Eu + trabalho árduo e incansável + amor ao próximo com generosidade + doação integral + pregação e vivência da Palavra + Liturgia + abertura e acolhida + honestidade= Paróquia revolucionada em Cristo; Paróquia nova; Paróquia em Deus, de Deus e para Deus.

E comecei com esse pique, essa energia e esse propósito: amar a todos, amar como a si mesmo, dar o primeiro passo do amor e do perdão e fazer-me um com o próximo. Achei que isso mudaria o mundo. Achei que isso mudaria os homens. Achei que os homens queriam amor verdadeiro, puro e desinteressado. Achei que amando assim, todos veriam em mim transparência porque foi isso que me ensinaram. Mas, me enganaram! Mentiram para mim e ainda por cima, acreditei em todas estas mentiras!

Dois anos. Dois anos tentando viver isso. Dois anos apanhando. Dois anos de ingratidão. Não de todos, é claro. De alguns, apenas. Mas é como de noite. Você dorme um sono bom e apenas um pernilongo tem o poder de tirar sua paz. Pode ser só um, mas tira a sua paz.

Paredes! Descobri que as pessoas gostam de paredes, de tijolos, de concreto e de lembrar do Padre Alemão. Ah, também descobri que não importa o quão bom você pense que seja,  o quão correto você seja, há sempre mais um para dizer: você é um ladrão! E descobri também que sempre tem alguém querendo me arrumar um caso, seja com homem ou com mulher. Ainda não se cansaram e acho que os deixo aflitos quando frustro suas expectativas.

Oração. Silêncio. Solidão. Celibato. Para mim são sinônimos de paz e tranquilidade. É nesse santuário que eu posso estar a vontade sem medo de ser acusado de caixa 2. Neste lugar, eu rezo por todos os que amo, para os que não me amam, pela Igreja toda, pela Diocese e pelas intenções particulares. Rezar é bom. O silêncio é bálsamo. A solidão é companheira, uma linda dama que me acompanha sempre. O celibato é a minha liberdade. Neste mar eu navego feliz.

Eu sabia da cruz. Sabia que ela chegaria, mas não imaginava que os hebreus é que trariam os pregos! Pensava que talvez os pregos viessem dos gregos e a coroa de espinhos do sinédrio ou dos soldados da invasão romana. Mas veio tudo de Jerusalém mesmo. Esse golpe em mim foi mortal. Foi o mais doído. Como você sorri depois da cruz? Como você sorri diante do algoz? Como você sorri diante da coroa de espinhos, da lança e dos pregos? Como você sorri quando se está nu e ninguém respeita tua nudez? Há algo mais aviltante do que a nudez escarnecida? Respeite minha nudez, por favor. Só tenho isso!

Ah! Mas é ele... o abandonado! Gesù, como diria Pe Lino. Gesù... Mas que Jesus difícil de amar! É ele desfigurado porque não se parece homem. É ele chagado e ferido de uma dor profunda na alma que dura décadas. É ele não compreendido e não amado. É ele que grita 'Elohim... Elohim... lamá sabactâni?' Agora eu entendo Francisco de Assis. Como é duro beijar o leproso! Como é duro amar na dor quando algo de si é arrancado de seu peito e o que fica é a humilhação e a vergonha.

Não deixe que eu me canse de amar e de acreditar, Senhor. És tu meu único bem! Quero crer nisso!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Como tornar o dízimo algo triste e pesado na sua vida?


Vão aqui algumas dicas para você tornar o dízimo algo triste e pesado de se fazer:

Não refletir sobre o dízimo;
Ter uma convicção morna acerca da própria fé;
Ter uma atitude derrotista em relação ao dízimo e ofertas, como por exemplo: “Ah, eu dou o dízimo só porque a equipe do dízimo e/ou o padre falam demais nisso”.
Não ver o dízimo como expressão de amor e de generosidade para com Deus e os irmãos;
Não ver o dízimo e as ofertas como co-responsabilidade para com a Igreja;
Falar muito da sua pretensa bondade e da pretensa maldade de quem cuida do dízimo e da parte financeira da Paróquia;
Não ler nem meditar a Palavra de Deus e as orientações da Igreja sobre estes temas;
Buscar justificativas para não ser dizimista, querendo fugir desta responsabilidade. Como as que vêm a seguir:
- Eu não pago o dízimo porque a Bíblia diz que cada um deve contribuir conforme o que tiver proposto no coração e nesse momento eu sinto que não é bom eu dar o dízimo;
- O que eu ganho não sobra para eu dar dízimo na Igreja;
- Eu não tenho salário fixo. É a Igreja que deve me ajudar e não eu a ela;
- Prefiro dar meu dízimo em cestas básicas para os pobres;
- Eu não dou o dízimo porque ele não é bem administrado na Igreja;
- A Igreja é rica. Veja o Vaticano cheio de ouro. Eles não precisam do meu suado dinheirinho;
  - Você viu o carro novo do padre? Nossa! E ainda pede para a gente devolver o dízimo?!

Será que atitudes como estas que acabo de listar são verdadeiramente justificativas do descompromisso para com o dízimo? Não é uma incoerência muito grande defendermos que tenhamos os “direitos” de cristãos assegurados quando não nos imbuímos das responsabilidades? Pense nisso!